Quinta-feira, 2 de Julho de 2009

Monte do Mel

Monte do Mel é:
É tudo o que queremos, é vida, é paz, é beleza, é tranquilidade, é abelhas, é mel, e do bom!
O contraste dos castanhos e dos verdes com o azul do céu e da água;
A brisa quente e suave;
O carinho acolhedor da recepção;
A saborosa carne assada com tempero alentejano, pena não conseguir comer mais!
O acentuado maduro tinto que a ajudava a empurrar;
É local de inspiração para poetas e pintores;
É onde todas as estrelas estão presentes no céu nocturno;
Onde os grilos substituem o buzinar dos carros;
Monte do Mel é sabedoria!
Quero ter um "Monte do Mel" para mim!!
É um local a voltar, mas com mais tempo

Amigo Pífano, Luísa, um muito obrigado da minha parte e da Natália
Ferradela espera-vos

Quarta-feira, 17 de Junho de 2009

Secador de Pólen

Este fim de semana, lá decidimos por a bendita máquina de secar pólen a trabalhar, depois de descongelado foi só colocá-lo nas gavetas e dar ao botão, mas nem tudo corria como previsto.
A temperatura em vez de manter teimava em descer, a debater o assunto com o vendedor parece ser uma má configuração naquilo que chamo excesso de funções. Um "rais parta" de um botão a dizer on e outro com a função de off era mais que suficiente, mas...
Que venha mais sol e tempo quente, vamos ver se não dou descanso à bendita.

Para a Urze

No apíario principal, tenho mais um enxame furioso para o néctar de Urze, é obséquio do Mestre Duarte, lá o colocou estrategicamente à sua maneira, eu após ter aberto a colmeia, com a curiosidade de observar o seu belo interior, deparei-me com a sua furiosidade, senti-me persona no grata, utilizei então a técnica do (Y) cinco quadros para um lado e outros cinco para o outro, quase toda a cera estava puxada e os quadros preenchidos, o que dificultou um pouco a distinção das faces da cera, durante o manuseio da colónia, senti por cima do fato uma ferradela no braço, foi na parte interna do bíceps, é uma zona mole, e causou uma certa dor, parece que a ferradela tinha sido com raiva e desprezo, sem protecção estava literalmente lixado, um punhado de abelhas, possivelmente jovens, voaram directamente contra a rede da viseira do fato, sentias embater com força, possivelmente atraídas pelo quente da minha respiração, uma coisa é certa, aquela colónia está bem protegida, aqueles caças não temem nada nem ninguém.

Para além do mel

Para além do mel, foi o tema que escolhi para narrar esta ilustração, árvores de fruto carregadas, é um saldo positivo, e são ganhos nas duas vertentes. O pomar é de perder de vista, tem uma vasta extensão, a qualidade das árvores de fruto é variada, mas em todas elas a imagem é a mesma, pernadas a apontar para o solo carregadas de fruta, a representar aquele ponto de rotura, mesmo antes de partir com o peso. Árvores sem qualquer tipo de tratamento, só com a poda de vez em quando, fazem com que a sua qualidade seja de todo superior.

Um especial agradecimento ao Sr. Manuel pelo espaço cedido.

Rainha com asa ratada

Numa visita ao apíario tentei e com sucesso ver a rainha de um dos últimos enxames apanhados, lá estava ela, irrequieta e movimentada, a dançar no belo do amarelo, no quase doce feito e sobre a sua pouco criação, faltava-lhe um pedaço da asa direita, acidente ou idade avançada, ou até ambos. Aquela "ferida" entristeceu-me. Enxame novo rainha velha, mas velha ao ponto de quase ter de usar uma prótese na asa, não aceito. Ainda antes de acabar o verão vou ter de a substituir, vai ser uma tarefa nova para mim, acredito que tudo vai correr pelo melhor.

Quarta-feira, 3 de Junho de 2009

Ao entardecer

Ontem ao entardecer, mais uma vez fui ao apíario, para de novo sentir o relaxar do momento, numa passagem de olhos rápida pelas colmeias, senti como algumas abelhas se aproximavam de mim para me cumprimentar, saudei-as com grande agrado e entusiasmo, recolhi o pólen, que rendeu pouco menos de 500 gramas, desbastei umas ervas em crescimento, vi os níveis de agua dos bebedouros, e não me resisti em abrir uma colmeia, mesmo com a cresta já feita à menos de 15 dias, já tinham quadros carregados de mel, isto é que é trabalhar...
O Sr. Manuel todo contente com a doçura do mel gabou-as de forma jubilosa, depois ainda me deu 4 pés de alface da sua horta, mas oh que alface, hehe, demos a tal letra do costume, e afirmou que quando se senta ao lado das colmeias para ver trabalhar as abelhas, diz que gostava de viver num pais com tais trabalhadores, dedicados e isentos de corrupção, num simples gesto de afirmação mostrei-lhe toda a minha igualdade e compreensão para com a sua frase.
Espero que o clima não mude para chuva, queria aproveitar este tempo seco para recolher mais algum pólen, já temos quase 45 quilos congelado e queria por o secador de pólen a funcionar.

Segunda-feira, 1 de Junho de 2009

Colmeia ferradela

Domingo, 31 de Maio de 2009

Serralves em festa

Na visita à Casa de Serralves, e aos seus belos jardins, senti-me atraído pela visão que tinha no fundo do meu horizonte, à medida que me ia aproximando sentia o agradável cheiro a mel, até que bem perto vi as quatro colmeias que formavam aquele pequeno e organizado apíario.
Regalei-me a ver aquelas abelhas a trabalhar, quem podia imaginar um apíario no coração de uma cidade, e ainda bem, as hortas e árvores de fruto estão bem entregues nas patas e asas daquele tão importante polinizador.
Creio que existe uma pequena oficina de demonstração para os mais novos, onde estes devem aprender algo sobre o verdadeiro fabrico do mel.

Quadros limpos de cera

Com a ajuda da água aquecida pelo sol, os restos de cera despegam-se facilmente dos quadros, ficamos com o material completamente limpo e pronto a ser de novo utilizado.
Sentado numa cadeira e debruçado sobre aquele malote de plástico, fui removendo e limpando quadro após quadro, a ranhura da superfície superior longitudinal é a zona com mais dificuldade, mas sai bem. Aproveitei e apanhei um pouco de sol.

Quinta-feira, 28 de Maio de 2009

Cera (restos)

Aproveitei terem dito que hoje era o dia mais quente do ano, e coloquei alguns quadros na água aquecida pelo sol, para assim derreter os pedaços de cera que ficaram pegados durante a cresta.
Num malote de plástico com água e com um vidro a cobrir, e é só esperar o resultado final.

Segunda-feira, 25 de Maio de 2009

Café com mel

Já tinha ouvido falar...
apeteceu-me provar...
e é recomendável.

video

À antiga

Eu e a Eila (minha nova prensa) tivemos o gosto de produzir um maravilhoso néctar, à moda antiga. Depois de desopercular a cera e de a separar dos quadros foi toda prensada, espremida até não dar mais gota de mel, entretanto já ouvi de tudo, o trabalho que vou ter em colocar de novo a cera, que a prensa não é a mais apropriada, o custo não compensa a cera perdida, bla bla bla, bla bla bla...
Uma coisa é certa e confirmada, para os não apreciadores de mel a distinção que ouvi é que é doce, :) para apreciadores e habituados referem que tem um paladar bem diferente, mais a saber a cera, é um mel não oxigenado, mais viscoso, mais refinado, é um mel à antiga, vou deliciar-me com ele até durar.
Os nossos pais e avós espremiam o mel até com as mãos, com a introdução de maquinaria no sector, foi-se perdendo esta prática, sou apologista de que se encontre no mercado dois tipos de mel, para aqueles que só o consomem quando constipados e sem querer saber da origem, e para os verdadeiros apreciadores de néctar, aqueles que o fazem pelo verdadeiro avaliar do paladar.

Macedo 23-05-2009

Macedo de Cavaleiros, carinhosa terra que tão bem nos soube acolher.
O primeiro aniversário do Forumeiros contou com um sem número de pessoas, aficcionados, profissionais, curiosos, amigos, espertos, novos, jovens e menos jovens, todos partilhava-mos a arte e o gosto pela apicultura.
A empresa situada na região, Macmel, que sabiamente apostou e acreditou nestas pessoas, estas que conseguiram levar o projecto avante.

Logo de manhã, mal raiou o sol, peguei no carro, tinha o Mestre Duarte e o primo Manel como companhia, Macedo era o destino. Lá, no encontro, foi um centro de aprendizagem, uma aula bem aprendida, um convívio, uma oportunidade, um local a voltar.

Tive a ilustre oportunidade de conhecer finalmente o Mestre Pífano, excelente pessoa, grande conhecedor da arte da apicultura, excêntrico, amigo do ambiente e das abelhas, grande orador com traquejo suficiente para encaixar as palavras certas diante de ouvidos mais ou menos cultos.

Durante o almoço senti-me tão pequenino ao ouvir conversas de outros apicultores "as minhas cento e tal colmeias no apiário (X)", " as minhas trezentas e tal colmeias não deram tanto mel este ano", para não desmoralizar pensei, bem, o que têm eles em colmeias tenho eu em mesmo número em abelhas.

Que o ano próximo nos traga outro aniversário, que uma chuva caia sobre Macedo e regue o rosmaninho que tanta falta faz ao sector.

Quarta-feira, 20 de Maio de 2009

Eila

Prensa:
Aperta... roda... desaperta... desenrosca... espreme...
Pronta para trabalhar.



Tenho pena de não ter sido via Beesiness

Sexta-feira, 15 de Maio de 2009

60 minutos de sabedoria

Um amigo especial, apiterapeuta de renome, Ernesto, fez chegar até mim um vídeo que é de todo uma obra prima, é um caminho que deve de ser tomado por todos os apicultores, inverter este processo de lucro desenfreado sem olhar às consequências.
O combate à varroa sem químicos e de forma natural, o bem estar da colmeia com abelhas tranquilas e satisfeitas, são algo que podemos aprender e praticar.
Nós, os apicultores, vivemos na "sombra", e ninguém se rala, nem querem saber quem trata da polinização que origina os alimentos que comemos no nosso dia a dia, não, eu não quero nenhuma medalha, tem gente muito mais capaz e dedicada que eu, o exemplo está nestes 60 minutos que vos convido a ver e a deliciar a alma com eles.

Pedi autorização aos autores para colocar o vídeo no blog, além de afirmativa, foi também satisfatória, deu para perceber perfeitamente que estão em luta, e que existe algo que tem de ser mudado.




Agradecimentos:

Ernesto, pela divulgação
Lucío Hernández, Pela autorização.
Stephan, Pela autorização e pela força ( "Solo luchando juntos lo conseguiermos.")

Domingo, 10 de Maio de 2009

A Saca-rolhas

Foi a saca-rolhas mas lá consegui tirar o Xico de casa, a Inês veio por simpatia, que no princípio estava um pouco reticente, mas no fim já sabia muito bem diferenciar a rainha de uma obreira, sobre mim caía uma saraivada de porquês, que atentamente ia respondendo como podia e conseguia.
O meu espanto foi quando ela quis ter uma abelha na mão, parecia tão corajosa e destemida, valeu-nos o provisório e doce temperamento das guerreiras, causado por valentes baforadas de fumo saídas do fumigador.
Parece-me que ficamos com mais uma adolescente admiradora de vedetas com duas asas, o Xico também ficou fascinado, e a Avó Júlia queria que três abelhas me ferrassem por não a ter levado também neste passeio com a neta ver as lindas voadoras.
É um universo em que toda a gente fica grata por poder conhecer mais sobre este misterioso e encantado mundo. Quando nos deixamos embalar pela sua história, pelos seus movimentos e comportamentos. A terapia apícola está num nível bem mais acima do explicável.



Não superou

A primeira colecta de pólen não superou as expectativas, a mais notável floração não a pude aproveitar por adversas razões, ou tínhamos chuva e mau tempo ou eu não estava disponível para o poder fazer, agora as árvores já apresentam fruto, a próxima floração será de flora silvestre, o que conferirá outras cores mais garridas ao conjunto de preciosos grãos.
Todo ele tem um paladar melífero, é bem agradável prová-lo assim ainda em fresco.

Sexta-feira, 8 de Maio de 2009

Dos pequeninos

Colmeia com tais dimensões, as abelhas no mínimo pareciam pombos, o ferrão seria à escala tamanho broca de vazar paredes, não obrigado!!, deixai-vos estar pequeninas, que assim tendes mais piada.
Como que por magia, entrei sem pagar bilhete, num tipo de, "Portugal dos Pequeninos", mas invertido, pois o minúsculo era eu, hilariante foi o pensamento anterior que me transportou para momentos de puro riso, o barulho das asas de um enxame igualava a concentração Motard de Faro, os pequenos grãos de pólen seriam transportados em mochilas,... não obrigado!!!, Deixai-vos estar pequeninas que sois mais maleáveis. E por ai fora fui acrescentando situações à escala real, a única que ganhava era na quantidade de mel, até me imaginei numa piscina a dar braçadas no peganhento e no doce, creio que foi a única vez que não me importei de beber um pirolito.

Acrescentar os parabéns pela vistosa maneira do fabricante, em trocar um símbolo pelas banais palavras que toda gente sabe ler.




Colmeia lusitana, é o meu modelo por eleição.

Quinta-feira, 7 de Maio de 2009

...mas...

Quase que corria tudo como planeado, o Xico foi convidado, mas desmarcou-se no ultimo momento, (medo de sei lá o quê) ops, não era para dizer, preferiu ficar confinado a quatro paredes com os seus bits e bytes a tentar violar sistemas e redes, (ops, não era para dizer)... enfim.
Desloquei-me ao fornecedor habitual, juntei mais um prazer, conduzir, fora dos semáforos, fora do pára arranca, a estrada é plana com curvas suaves, pouco acentuadas, no meu lado direito a visão sobre o Douro, o seu reflexo do sol encanta, com a mão de fora sentia o ar quente entre os dedos, sempre com uma velocidade dentro dos limites, parecia um instruendo da condução, não queria ficar de novo sem aquele documento que me permitia tal prazer dentro da lei.
Com as contas feitas, a minha apicultura está longe de ser auto-sustentável, mais um naco de notas mudaram de mão assim num ápice, Encontrei um Mestre, trocamos palavras de ordem e sorte para os apíarios de ambos, é sempre bom trocar experiências.
E por fim lá estava eu no reino dos invertebrados, pouco tempo depois desliguei a ficha que me liga à realidade, entrei no mundo das abelhas, ouvimos Faith no More, e todos dançamos e cambaleamos ao som da música, elas pareciam gostar, ainda pensei que as abelhas eram roqueiras, terminei todas as tarefas a que me tinha proposto, embora tenha deixado ficar as novas colmeias ligeiramente inclinadas para a frente, ficaram protegidas das formigas, era o mais importante.
Coloquei a rede nos capta-pólen, já se habituaram aquele extra, em cinco minutos já se via grãos na gavetinha.
Consegui ver uma rainha que andava sobre os favos ás voltas e contra voltas, a cera estava pouco puxada, ainda tinha pouco alvéolos formados, deveria de andar a ver de sitio para a postura.
Dentro em breve terei que crestar o mel, e talvez terei uma segunda cresta.
Ainda não consegui ter um "desvio" para uma explanada, uma noite de "copos" ou emprego que consiga igual tal preenchimento da alma...mas...

Terça-feira, 5 de Maio de 2009

Mas...

Amanhã, com o raiar do dia, conto passar algum tempo no apíario junto das minhas belas listadas meninas, descomprimir de uma ou outra situação, absorver a sua terapêutica força positiva, vou inspeccionar as suas reservas de ouro líquido, puro e saudável, verei se já está pronto para crestar, observarei alguns dos seus mais pedagógicos comportamentos, não me importarei sem dúvida de uma ou outra ferradela, que o seu saudável veneno percorra o meu corpo de forma penosa e electrizante.
Deixarei entrar nos meus pulmões o ar puro, e o agradável aroma das mesmas plantas em que elas poisam, e que sabiamente polinizam e onde recolhem o precioso e fundamental néctar.
Compartilhamos a mesma cumplicidade, decerto que já me devem de conhecer pelas feições do rosto, e pelos actos dos meus comportamentos apícolas.
O dia promete sol e calor, o que a sua actividade será excessiva, não me renderei no abafo do fato de protecção.
Já que disponho de tempo tentarei contemplar-me com a rara visão sobre uma nobre rainha, tímidas por certo, mas sou obstinado, então observarei o seu belo e esguio físico e o seu andar vaidoso sobre o doce do seu reino.
Não passa de um querer, temos sempre contratempos e algo que nos desfaz os planos, mas...

Sexta-feira, 1 de Maio de 2009

Capta-Pólen

O tempo parece que já vai melhorar, sol e calor é o que nós queremos, optei então para colocar dois capta-pólen em duas colmeias de população enfurecida, as meninas precisam de se habituar ao novo extra nas suas habitações, (é tipo uma varanda para elas), só depois de uns dias de experiência com o novo acessório é que vou colocar a rede e retirar algum pólen.

Para os colocar nas colmeias tive de as reter no interior, enquanto martelava os pregos de fixação, mal as soltei pareciam o diabo em fúria, mesmo com o fato vestido senti ferradelas sobre a roupa.





Passei esta tarde pela Apinor, falei com a Dona Fátima, que me deu um inquérito de um estudo da Universidade Católica para preencher, creio que todas as associações dispõem deste formulário, quem o quiser preencher é dirigir-se à associação mais próxima.

Aumento da Família

Mais dois novos enxames fazem parte da família, o Sr. Manuel com o seu jeito e dedicação teve a hombridade de me avisar, embora um tenha sido ele a apanhá-lo, muito se diverte ele com as abelhas.
Mesmo com o dia de chuva as abelhas enxamearam, espectáculo, um enxame poisou numa ramada de uma Japoneira, o outro poisou num arbusto de jardim, foi já no final do dia que me pude deslocar ao local, e mesmo abanando o arbusto não conseguia ver as meninas, não se mexiam por nada, até que por fim, afastadas umas folhas lá estava a pinha de abelhas juntinhas umas às outras como se estivessem protegendo do frio.

Já no núcleo pude observar com mais atenção o comportamento de bater frenético das asas, descrito anteriormente pelo Mestre Pifano, a maneira de usarem a Glândula de Nasonoff, não podia ter nada a ver com a ventilação, pois o núcleo estava aberto e elas estavam mesmo na parte de cima dos quadros.

O outro enxame por ter uma população bastante grande decidi colocá-lo directamente numa colmeia.
O tempo passava e a escuridão tomava conta do local, ficou o trabalho a meio, vou precisar de protege-las também das formigas.





Terça-feira, 21 de Abril de 2009

Grande Plano


(Foto by Google.us)

Comportamentos

Já várias vezes tinha assistido a este comportamento, mas nunca o tinha registado.
Algumas abelhas à entrada da colmeia, com o abdómen todo virado para cima e as asas num bater frenético e com uma pujança invulgar, o movimento é de tal ordem rápido que até lhes causa o desequilíbro, ficam estáticas viradas para a entrada da colmeia com o turbo ligado, toquei-lhes e pareciam não se incomodar.
Poderia dizer que estavam a comunicar com as que estavam fora, que ali era a nova casa, ou podiam estar a evitar que as de dentro saíssem.
Fiquei bastante intrigado, peço a quem saiba ou desconfie que comente.
Obrigado.

video

Bis

Quando o telemóvel toca e o posso atender costumam ser sempre boas noticias, e desta vez não fugiu à regra, um novo enxame apareceu no local e não é dos meus, diz a sabedoria popular que quando os enxames saem vão em direcção ao nascente. Pois além de uma vista rápida pelas colmeias, tudo estava populoso, e o enxame estava na direcção do poente, mas pronto já está num núcleo e isso é o que importa, deve de haver mais abelhas lá pela zona e tal ...
O Sr. Manuel gostou de o apanhar para um cortiço, só tive de o meter no núcleo. O local além de ser bom na flora dá também abelhas," :) " é um sítio a preservar.

Sexta-feira, 17 de Abril de 2009

Anda de lá Sol

No apiário principal o Mestre-Duarte prepara-se para a primeira colecta de pólen, mas o tempo não está nada favorável, vento, frio, chuva, irra que já chega, neve na Páscoa?! Onde é que isto já se viu? O clima está tão alterado, que qualquer dia tenho de pôr as colmeias dentro de estufas!

Finalmente vi o secador de pólen, é todo porreiro, após o ligar carreguei logo nos botões todos para descobrir as funções, entendi-me bem com ele, só me falta a função do temporizador, o Fernando no seu silêncio perguntava o porquê de não ler as instruções.

Que a intempérie de Abril acabe depressa, que o sol raie os campos, e que o gado do vento zuna nas encostas.

Depois da Ferradela a Paixão

Madalena, cinco anos, e já tem um apiário, (pelo menos no papel).
Depois de visitar o meu apiário, levando uma Ferradela nesse dia, ganhou um pouco mais de confiança com as abelhas, já em casa, desenhou o que lhe ia na alma, e disse à mãe para mandar para o Ti-Mário.
Na família tens muitas abelhas, mas tinhas de engraçar com as minhas, sou um Tio babado, pois espero que não percas, e redobres a vontade do conhecimento para com elas, para em breve poder ajudar-te com todo o meu gosto na tua própria cresta.


(By Madalena)*****

Apiário do Primo Manel

O primo Manel, aficionado pelas ferradelas, é daqueles que pouco se importa, desde que não inche...
Foi desenvolvendo ás suas custas a técnica de desdobramento, e de duas colmeias dadas pelo Mestre Duarte criou o seu próprio apiário, conseguimos convence-lo a recolher algum pólen, já colocou dois capta pólen á espera de dias secos para fazer depois a colecta.
Queríamos ver a nova Abelholândia, "É lá depois da (tal) curva", disse ele, maldita curva, galgamos e galgamos montes e o apiário não aparecia, abelhas nem vê-las, nem com dois batedores locais conseguíamos dar com aquilo, o Zé dizia "Deve de ser ali, aquele terreno também é dele", até que por fim o Fernando lhes viu os telhados, mais um pouco e desistíamos.
O local é tranquilo, longe de olhares, água e flora abundante, resguardado dos ventos, é um lugar prometedor.
Primo Manel, venha de lá esse Mel!

Sexta-feira, 3 de Abril de 2009

"Quero ter asas para não voar"

Tu que voas com destino

produzes com maestria
cuidas da tua cria
quando avisas causas pavor
quando ferras uma certa dor
uma incógnita o processo
e eu não sei responder
oxalá tivesse regresso
e não te ver morrer

tu que voas com destino
e quando aguardo o teu voltar
carregada de néctar ou pólen
adoro ver-te pousar
comunicas com as asas
tudo o que é essencial
alguns zuns já eu entendo
pena é não te poder falar
quero ter um par de asas!
mas não é para voar
é para que vejas que sou amigo
e contigo dialogar

tu que voas com destino
poisada tens o mesmo tino
arquitecta de nascença
o escuro não te incomoda
com milénios de existência
e nem assim passas de moda
teu pijama iguala o sol
nem o tiras para trabalhar
com as riscas cor da terra
fica-te bem ao voar
és música nos meus ouvidos
gosto de te ouvir cantar
dás-me um doce no paladar
fera, continua a voar
nasces livre mas com regras
nada tens a temer
fazes jus tua justiça
és guerreira até morrer

Tu, que voas, com destino...

Quarta-feira, 1 de Abril de 2009

Transferência

Já vai sendo habito aparecer em publico com a cara desfigurada, (como se eu me importasse) a causa é as ferradelas das assanhadas e turbinadas abelhas, ou é uma orelha maior que a outra, ou o nariz tamanho batata, ou é as vistas inchadas, ou cabeça cheia de altos, e só estou a falar da zona da cabeça. Quem me conhece e sabe que tenho abelhas, solta sempre a piadinha do costume, quem ainda não tem confiança para tal, simplesmente liberta um sorriso, o que acho mais engraçado é com os desconhecidos, que num flash-back redobram o olhar (imagino o que lhes vai no pensamento).

Combinei com o Sr. Manuel bem cedo para mudarmos as abelhas do cortiço para uma colmeia, cheguei atrasado ao apiário, o Sr. Manuel teve que ir embora, tive então que fazer a transferência sozinho, mas com a ajuda do fumigador foi tudo fácil.

Aproveitei que ali estava e foi mais uma meia-alça colocada numa colmeia, numa outra coloquei então um extractor de própolis. De resto, tudo normal e a frenética actividade do costume. Esqueci-me de fazer o registo da temperatura, mas estava ameno, as ferradelas, bem, essas foram quatro, o que muito contribui para o descrito no inicio do post.
Quando cheguei a casa besuntei-me com uma pomada que a Natália amavelmente comprou numa farmácia.

Segunda-feira, 30 de Março de 2009

Novo, enxame, novo

A caminho do trabalho para mais um fatigante e rotineiro turno, o colega Victor fazia tocar o meu telemóvel, a noticia era que tinha saído um enxame, senti alguma pena e desaire, pois não o poderia apanhar, a não ser que ainda lá estivesse no dia seguinte, simplesmente tudo se inverteu, ele ficou disposto a assegurar-me o serviço, eu que fosse descansado e que apanhasse as feras, o seu pai Sr. Manuel, tinha já um cortiço restaurado e pronto para ser utilizado, inverti a marcha e busquei uma estrada mais directa.
Já no local aquela barba de abelhas poisada na sombra de uma ameixoeira que facilmente as coloquei dentro do cortiço com a ajuda de um banco, uma serra e umas sacudidelas, uma ferradela mesmo na ponta do nariz, foi o cumprimento do dia, senti uma dor aguda e intensa, por ter as mãos ocupadas demorei a retirar o ferrão, devo de ter absorvido toda aquela porção de apitoxina. Minha bela guerreira, bem sei que faleceste no comprimento do dever, o certo é que não te livraste de uns quantos nomes impróprios causados pela reacção do momento.
As feras rapidamente e sem cerimonias aceitaram o novo lar, vivem agora de novo naquele belo complexo habitacional, aquele belo conjunto de moradias de madeira multicolor, a rapidez da actuação foi tanta que devo de ter tirado a fuligem do cano de escape, e a chegada ao posto de trabalho teve apenas quinze minutos de atraso, foi o primeiro enxame do ano, é de tamanho médio, mas abelhas são sempre abelhas.





Sexta-feira, 27 de Março de 2009

Abelholândia

É de espantar a forma como um enxame recolhido em estado selvagem, o enxame esteve mais para lá que para cá, teve a supervisão do Mestre Duarte durante bastante tempo, este enxame sofreu e sofreu, o Mestre chegou a meter um quadro com criação, caso não o tivesse feito teria morrido, foram nove meses de soberba sobrevivência, um inverno rigoroso e uma grande ausência de floração, encafuadas num núcleo de cinco quadros com alguma cera pura, cheguei a temer o pior, ainda hoje quando falo nele, o Mestre Duarte solta uma gargalhada, só ele sabe os cuidados e trabalhos que passou com ele.
Hoje tem uma densidade populacional acima do normal, levou com meia alça sobre o ninho, aproveitei um quadro com uma realeira que coloquei numa colmeia que encontrei orfã, da mesma maneira que sobreviveu ajuda agora a sobreviver.
O amigo Zé, que no ano passado me disse onde o enxame estava, vai gostar de o ver agora, forte e saudável, feroz e assanhado, o resultado foi oito ferradelas, a que já começo a estar habituado e ao meu colega Vítor duas, para se começar a habituar.
Coloquei mais uma meia alça numa outra colónia, a alça que estava já completa de mel, ficou na parte de cima e a nova mais perto do ninho, teoria facultada pelo Mestre Pifano e recomendada pelo Mestre Duarte.
A temperatura era de 23 Graus, mas com tendência a descer este fim de semana acompanhado de ventos.


video

Segunda-feira, 23 de Março de 2009

Ferateam

Recebi este fim de semana a nobre visita da equipa Ferateam, e claro, a visita pelo apiário foi obrigatória. Eu e o Fernando vestimos os fatos de protecção e respectivas máscaras, as mulheres lá atrás de um arbusto mandavam as bocas do costume, "fraquitos, fato? isso é para quem não percebe de abelhas", entre outras que agora não me lembro bem. Fiquei contente quando abri a colmeia mais forte do grupo, e vi que já tinha a cera toda puxada numa alça com uma semana e já tinha algum mel no interior, como não usamos fumo o gado ficou bravo num ápice, e aquelas pequenas guerreiras por natureza ligaram o turbo nas suas pequenas asas, bastou uns segundos e vi as mulheres, que outrora apregoavam bocas infelizes, a correr ladeira abaixo em direcção ao portão, a Natália foi ferrada na cara, a Vera na cabeça e a pobre Madalena de apenas cinco anos levou também uma ferradela na testa, a bravura das abelhas era tanta que até mesmo por cima do fato senti uma picada no braço, o Fernando não sei o porquê de ter sido poupado e ainda bem, foi menos uma abelha que morreu.
O Sr. Manuel está em restauro de um velho cortiço e de uma colmeia, está a espera que alguma enxameie, para assim não deixar fugir o enxame, mas como não tenho visto realeiras, o melhor é fazer um desdobramento.
Os 27 graus de temperatura ajudaram e muito, vem aí agora umas chuvadas, se forem poucas nem me importo.
Para breve terei de colocar mais uma alça em cada colmeia, em princípio vou utilizar a técnica do Mestre Pifano, a primeira alça fica sempre para cima e a última mais chegada ao ninho.


(Foto by Natália)

Sexta-feira, 13 de Março de 2009

Mais uma tarde bem passada

Senti esta tarde as primeiras gotas de suor, o calor apertava, parecia um dia de verão, nem uma brisa se fazia sentir, abri as colmeias para ver o desenvolvimento, espectáculo, maravilha, tudo dentro do normal, as meninas começaram a puxar os favos da cera das meias alças que tinha colocado na semana passada, já se notava o relevo do aumento nas folhas de cera moldada amarela e perfumada pelo seu aroma natural. Numa colmeia consegui ver a rainha que rapidamente se uniu sem combinação naquele transito infernal, naquela mistura de patas e asas e num instante deixei de a ver, será tímida(?) Fiquei contente, e como não as tenho marcadas só de longe a longe é que me regalo com a sua pose esguia e esbelta. Até estou a imaginar o dialogo entre elas "já cá esta outra vez o gajo, fonix, vai para as esplanadas e deixa-nos em paz", mas eu como não as compreendo, não consigo decifrar os seus zumbidos nem entendo muito bem da dança das abelhas, faço de conta que nem ouvi nenhum zumbido sequer.
O som do colectivo é de todo terapêutico... será que sofro de abelhomania?
O Sr. Manuel, hoje um pouco mais ocupado com as suas lidas, não me pode acompanhar no apiário, falta saber se para evitar uma ferradela ou não, ainda demos duas de letra como de costume, é de louvar a sua sempre presente boa disposição.



Para registo, a temperatura era de 26 graus, e a floração abundante.



Mas nem tudo são boas noticias, antes do jantar falei com o Mestre Duarte ao telefone que me comunicou que no apiário principal tinha encontrado uma colmeia morta e uma outra estava orfã e com poucas abelhas, este inverno foi bastante agreste, muito mais que em anos anteriores, e no apiário principal a floração ainda vai pelo inicio, quando são muitas colmeias fica sempre uma ou outra para tras, agora é esperar pelo desabrochar da flor.

Quinta-feira, 12 de Março de 2009

Onde as abelhas vão buscar o mel (Sátira)

Após muita insistência do meu amigo Xico vou publicar uma descoberta sua feita na Internet, a sua cultura apícola resume-se a um frasco de mel na prateleira, em que só é aberto em dias de constipação ou tosse, mas ele é bom rapaz. Até achei o triler engraçado, pena é não finalizar num vidrão.
É uma sátira em que poderia igualar aquelas pessoas que dizem que os frangos e morangos nascem nos supermercados :)

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(Filme: pesquisa by Xico)

Quarta-feira, 4 de Março de 2009

Espanta Formigas II

Aproveitei o dia de folga para adiantar umas tarefas que tinha pendentes na garagem, e uma ideia que já andava a batutar nos neurónios à algum tempo saiu e materializou-se.
O derradeiro e alucinante Espanta-Formigas caseiro e económico.

Ingredientes:
-Três tábuas à feição
-Seis pregos
-Quatro parafusos resistentes
-Quatro tampas ou qualquer coisa similar
-Tinta

Receita:
-Com as tábuas montamos uma estrutura em (H), pregamos-las nas junções, nas extremidades aparafusamos os parafusos só a deixar o biquinho de fora, desta forma fica toda a estrutura por igual e sem balançar, com um resto de tinta dasse-lhe um acabamento final, as tampas previamente colocadas de forma a que o engenho encaixe sobre elas serão então cheias de liquido.

Tempo de preparação:
-Entre 10 a 15 minutos.







O prototipo é para um núcleo, aguentou comigo sentado, não o recomendo a colmeias com meias alças carregadas de mel, a não ser que em vez de um parafusos se meta tubo inox ou qualquer material mais resistente.

Terça-feira, 3 de Março de 2009

Meias Alças

Rebentou a floração, está tudo colorido, o ninho carregado de mel e abelhas, coloquei então duas meias alças com cera nova em duas colmeias fortes, tudo isto depois de meter debaixo delas o genial espanta formigas.
Trabalhei com o fato colocado, o gado estava bravo, adoro sempre o zumbido a volta da mascara, o Sr. proprietário do terreno estava a pouco mais de três metros e foi ferrado, eu por me rir dele, quando acabei de tirar a vestimenta e a mascara fui cumprimentado com uma ferradela, irra que esta doeu, já lhe tinha perdido o tempero, ficamos assim em pé de igualdade.
Os montes vizinhos estão repletos de Urze e Carqueja, as macieiras já com flor, nas hortas das redondezas já floram as couves e as nabiças, em breve poderei meter capta-pólen pelo menos nas mais fortes.

Formigas

Não é que desgoste de todo das formigas, até vejo nelas qualquer coisa de bom, mas o furto de mel às minhas colmeias já se tornava algo sistemático, repetitivo e até abusador. Foi então que em conversa com o meu fornecedor habitual, pessoa em que deposito a minha inteira confiança, me arranjou umas peças que têm algo tanto de genial como de inovador. São em alumínio, leves e resistentes, um depósito no interior onde colocamos liquido, água, óleo queimado, vaselina, etc, qualquer coisa que evite a passagem das formigas até ao centro, é como um cogumelo invertido. Tem um cone que evita a passagem de outros rastejantes de proporções maiores, ao mesmo tempo protege a substancia colocada no interior, o cone tem um orifício móvel que facilita e muito a colocação do liquido no recipiente ao qual me esqueci de lhe perguntar o nome, caso não o tenha ainda vou chamar-lhe espanta formigas, desta forma a colmeia fica de todo separada do solo.
O preço, não é muito caro para quem tenha meia dúzia de colmeias, mas para apiários com centenas delas convém pensar noutra solução.





Quinta-feira, 26 de Fevereiro de 2009

Linda SMS

Finalmente recebi a noticia que aguardava há algum tempo, um SMS do Mestre Duarte "A máquina já chegou, mas ainda não a vi ..." depois de várias dezenas de email´s com o amigo José Maria Romero o novo secador de pólen já faz parte da nossa panóplia apícola.
Gabo a paciência ao José Maria, ia sempre tudo escrito meio Portunhol meio Espanholes, no entanto com a boa vontade mútua lá nos conseguimos entender, e, negócio feito.
Que este ano apícola seja rico na floração, que as colmeias estejam fortes, populosas, dedicadas e as abelhas no mais alto estado de vigor físico, com vontade de recolher o nutritivo pólen.
Está na hora de meter o outro, o velho secador feito artesanalmente de lado, e colocar o novo, o profissional e homologado no seu lugar a funcionar.
Tão depressa não o irei ver, para desaire meu não poderei pôr nenhuma foto tirada por mim, mas é uma máquina igual a esta.


(Foto de José Maria)

Para dar vazão à nova aquisição e ajudar a subir a conta da luz, vamos ter de adquirir mais uns quantos capta-pólen, uma dúzia deve chegar, não conto ter a máquina parada muito tempo.
Ao amigo José Maria, em breve terás mais noticias minhas, tens aí uns outros materiais que ficam bem e a condizer, tenho uns espaços livres que precisam de ser ocupados.
Por falar em Pólen, ainda não tomei hoje a minha dose diária, vai ser já a seguir a publicar.

Domingo, 22 de Fevereiro de 2009

Loque

Pelo que consta vamos ter um ano apícola muito mas muito difícil e complicado, soa pela voz popular a terrível noticia da infestação pela Loque (doença de declaração obrigatória) de algumas colmeias.
O assunto já é preocupante em si, mas se nada for feito mais preocupante se torna ainda.
Já chega de tapar o sol com a peneira com as zonas controladas e palavras soltas ao vento escritas num papel, as quais ninguém consegue saber ao certo a que bom porto poderão atracar, contudo temos a sorte de ter um ministério da agricultura e das pescas que para além de taxar impostos e divagar bem (devagar) nada mais faz.
Além de pensar em mim sobre este problema, reflicto nos pequenos agricultores que possuem uma mão de colmeias, das quais extraem o saboroso mel de uma forma artesanal e com sapiência que diria como ancestral, Senhor Ministro ou a quem de direito, tire o cu balofo da cadeira e atue no terreno, convêm fazer chegar a informação a quem pouco mais sabe que assinar o nome, mas sabem muito mais de humanidade e de vida que Vossa Exelencia.
Parece um grito de revolta, mas é só um desabafo, a situação já é má para os pequenos apicultores, se os tratarem com indiferença a sua actividade pode mesmo ser erradicada, e no sitio onde outrora existiam belas colmeias passara e ser um amontoado de mato e silvas.
Tento e sempre que posso divulgar informação de boas práticas por quem não as sabe por nunca ter ouvido nelas falar.
A Loque é altamente contagiosa, ataca as abelhas na criação, o material apícola utilizado deve ser sempre desinfectado de apiário para apiário, as luvas e escova desinfectadas com álcool, o levanta quadros pode ser colocado dentro do fulmigador ainda aceso e claro se uma colmeia estiver com Loque o melhor é mesmo não poupar nos materiais, convêm queimar.
Que este mal nunca me bata a porta, e se por acaso lha abrir, seria um desalento de fal forma, que prefiro acabar o texto com reticencias...

Quinta-feira, 19 de Fevereiro de 2009

Quadros

Meter os arames nos quadros pode considerar-se uma actividade apícola de inverno, é moroso e em demasia tornasse aborrecida.

Os arames entram nos orifícios feitos nas laterais que a posterior serão amarrados e ficaram seguros com um nó, a cera moldada ficará segura e soldada com um pouco de cera cera derretida.
Tem de estar tudo na perfeição, vai ser ai que as abelhas efectuaram o seu serviço e viverão, convém que estejam o mais confortável possível.
Na ilustração temos quadros de ninho, são quadros com dimensões superiores a das meias alças.
O Mestre Duarte vê uma certa piada a estar a meter os arames, ele gosta, eu, prefiro deixar essa tarefa para quem tenha gosto.

Quarta-feira, 18 de Fevereiro de 2009

Cera de Abelha

Cera em bruto, é desta forma que a primeira purificação da cera é feita, numa panela sobre o lume e bastante água limpa, fica a ferver, tudo o que não é cera deposita-se no fundo, o resto, aquilo que queremos aproveitar vem ao cimo, ao arrefecer fica em forma de queijo tamanho XL.
A cera é formada por uma glândula especial que está nas abelhas, para cada quilo de cera são precisos em média oito quilos de mel
A temperatura da água convém ser elevada, desta forma elimina-se certas bactérias que podem dizimar futuras colmeias e até mesmo apiários inteiros.
Tudo é recuperável, a matéria em bruto pode ser depois novamente moldada e recolocada nas colmeias
O odor libertado é uma fragrância natural, é algo ímpar, agradável de sentir, mesmo quando em quantidades de tipo industrial.
Sei e é de conhecimento geral de que a cera tens muitos benefícios, para alem de ser aproveitada para se fazerem velas, a indústria da cosmética utiliza-a para o fabrico de certos produtos.

Quarta-feira, 11 de Fevereiro de 2009

Nova edição "O Apicultor" Nº63

Recebi hoje a nova edição da revista O Apicultor, junto vinha um anexo para renovar a assinatura, eu bem sabia que tinha algo pendente e não me lembrava do que era.
A época não é propicia para me lembrar de tudo, a escola, as abelhas a carga horária laboral, enfim, algo tinha de ficar para traz, amanha mesmo trato da renovação.
Fiquei contente claro que fiquei, folheei, e vi logo três artigos que me deslumbrou o olhar, dois do Mestre Pifano, um deles já tinha lido no seu Monte do Mel, e outro sobre o Pólen, assunto que estou profundamente interessado.
Além dos parabéns pela nova e excelente edição peço desde já as minhas desculpas à editora pela minha falha na renovação da assinatura.
Um muito obrigado à Revista pela confiança prestada.
Grato, Mário.

Domingo, 8 de Fevereiro de 2009

Fim de semana Apícola

Mais um fim de semana apícola, o alerta estava amarelo mas ainda bem que não passou disso, no meio de muitas actividades o trabalho ficou completo e perfeito.
Foi preciso substituir muitos estrados que já se encontravam em estado deplorável, algumas caixas que já tinham as laterais empenadas, e subir umas vigas de apoio às colmeias que, com o tempo e as chuvas se afundaram, a dois tudo foi muito mais fácil.
Tinhamos sempre abelhas a guardar-nos, parece que nos observavam e sabiam que estávamos a zelar por elas.
Derreter as ceras e fazer aquele típico formato de queijo das ilhas, meter arames nos quadros para à posterior lhes ser colocada a cera moldada, tudo isto são tarefas que demoram o seu tempo e requerem a sua arte e sabedoria, eu e o Mestre Duarte para além de abelhas falávamos de tudo, quando demos por nós a conversa parecia estar sempre a meio, mas o tempo passava e o sol já a esconder abria o apetite para recolher para junto do quentinho da lareira, só o fizemos quando terminada a actividade no terreno.
A Natália parece mais entusiasmada com as meninas, tirou algumas fotos, e com mais sorte que eu foi em período de sol.
A viagem de regresso foi com mais uma colmeia na mala, desta vez e devido ao clima tive de vir com cuidado redobrado o que gerou chegar ao apiário já de noite e bem escuro, pousei a colmeia e regressei a casa, em breve irei ver como se estão a comportar.



Foto by Natália

Sexta-feira, 30 de Janeiro de 2009

Nem só com mel se cura uma gripe

Uma terrível gripe fez questão de se apoderar do meu corpo, eu, habituado a medicina tradicional, ao segundo dia tive mesmo de tomar medicação devido aos compromissos profissionais.
Muitas vezes pensei no Apiário, tinha deixado lá os alimentadores sobre as colónias e só com a tampa metálica na parte de cima, chuva, vento e frio, mas hoje vi que não teve problema nenhum, os alimentadores plásticos fizeram o mesmo efeito que a tampa da prancheta.
Ainda com um resto de gripe a pairar-me sobre os olhos, não tive paciência para as abrir, e ver se tudo estava bem, bastou-me sentir as meninas em voo picado, para entender que estada tudo de melhor saúde que eu.

Sexta-feira, 23 de Janeiro de 2009

Pólen apicola - A minha dose diaria



Muito pouco se tem falado do pólen apícola, tento contudo explicar aos mais interessados os seus benefícios, da mesma forma como ignoro os mais cépticos, descrentes ou ignorantes.
Uma colher de sobremesa em jejum logo ao acordar, bem mastigada, é uma das minha rotinas já há bastante tempo, tenho dias que me esqueço, mas não é por um dia ou outro que deixa de fazer o seu efeito.
Durante muitos anos sofri de insónias, horas a fio a tentar adormecer, fumava em cada tentativa, fazia constantemente "assaltos" ao frigorífico, contava ovelhas e outras coisas, via televisão, enfim ..., de tudo tentei para conseguir ter uma noite tranquila de sono como as pessoas normais, comecei a tomar o pólen regularmente, aconselhado pelo Mestre Zé-Duarte, mas sem cadência nenhuma nem nenhum controlo, tomava-o simplesmente de vez em quando, comecei logo a sentir melhorias passadas duas semanas, a verdade é uma, não o troco por nada.
O pólen não só melhora a qualidade do sono como tem outras vantagens inclusive, é benéfico para toda a máquina que nos faz andar no dia a dia, além de nos fortalecer, previne.

Alimentador

Mais cedo ou mais tarde tinha de as alimentar, uma colónia nova e com fracos recursos de mel já pedia um alimentador a uns dias, pedi a opinião via email ao mestre Pifano que, de imediato se prontificou em ceder-me uma deliciosa receita que eu próprio provei e adorei.
Simplesmente lhe meti um pouco mais de água do que a receita original, isto porque o tempo está de chuva, e não podia ter a colmeia destapada por muito tempo, optei por liquidificar mais aquele delicioso brandy e colocá-lo num alimentador.
Rápido, tudo o que tinha seis patas e duas asas, e que estava dentro da colmeia, subiu em direcção ao topo e apoderou-se com bastante fervor daquilo que agora lhes pertencia.
Numa colmeia ao lado decidi por um alimentador pequeno, essa colónia não tem carências, mas é como ter dois filhos e dar um rebuçado a um e ao outro não, como são boas meninas partilham do mesmo direito em provar da especialidade.
No processo houve uma que ainda me zumbiu perto da cabeça e quase de certeza se preparava para uma bela ferradela, afastei-me e deixei que se acalmasse.
Mestre Pifano um muito obrigado.
Pronto minhas meninas resta-me desejar um bom apetite.



Sábado, 17 de Janeiro de 2009

Colecta de Pólen



O regresso à colmeia, com duas bolas de Pólen, uma de cada lado para manter o equilíbrio no voo, a criação precisa dele, chamar-lhe-ia em metáfora como o "leite materno".

Larvas







Musica para as abelhas

Sábado, por volta do meio dia, 16 graus, sol sorrateiro, no local uma festa da época e a musica fazia-se sentir, Tony Carreira rivalizava com o zumbido das minhas meninas.
Observei algum trabalho da rainha, vi algumas larvas a mexerem, bonitas e brancas, mais uns dias e já têm asas para voar.
Gostei do que vi, só fiquei sem saber se o Tony as acalma ou as excita.

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Extractor de Própolis



Ou por aselhice minha ou outra coisa a experiência de colocar a rede extractora de própolis não correu como esperava.
O clima esta frio, a resina das árvores dura, poderá ter-se dado vários factores.
As ranhuras da rede extractora são bastante grandes, o que surgir a uma passagem num só sentido das abelhas impossibilitando-as de voltarem ao interior da colmeia, encontrei algumas mortas, entaladas de uma maneira que até deu dó, retirei a rede de imediato e ponderarei se voltarei a coloca-la de novo ou não.

Quarta-feira, 7 de Janeiro de 2009

Criação



Rainha bem fecundada vale por duas.

Domingo, 4 de Janeiro de 2009

Vestígios de varroa

Hoje consegui tirar a Natália da cama, e convencê-la a ir comigo ao apiário numa manhã de nevoeiro cerrado, foi a única alternativa que encontrei para a vistoria, tem estado muito agreste e com bastante chuva, pelo sim pelo não decidi abrir as colmeias e ainda bem que o fiz, uma colmeia tinha já vestígios de varroa e vi três ninfas com as asas atrofiadas, meti logo o tratamento.
Aproveitei e transferi um núcleo para uma colmeia, a criação era pouca mas as reservas de mel estão bastante boas, azar o meu, não consegui vislumbrar nenhuma das rainhas.
O Sr. proprietário do terreno fascinado pelas abelhas aproveitou e tomou o pequeno almoço ao relento a ver-me trabalhar (tinha um brilho nos olhos).
Durante o trabalho tive de acender o fumigador e meter fumo na área, a Natália sem vestimenta de protecção e com a máquina fotográfica, volta e meia fugia para os arbustos.
Como sempre e em cada visita nasce-me uma alma nova, será terapêutico?



(Foto by Natália)

Domingo, 21 de Dezembro de 2008

Ajustes no Apiário



Domingo solarengo, meio da manhã, temperatura de 16 graus, as abelhas em pleno voo, contentes e felizes, parece que antevêem o Natal, o meu espanto foi vê-las carregadas de pólen, a variedade de flores é tanta que as leva à colheita, ainda pensei em colocar-lhes um Cata-Pólen, mas para já ainda não.
À minha chegada ao apiário o Sr. Proprietário do terreno estava de saída, demos duas de letra e rimo-nos um bocado, meteu-me logo à vontade e disponibilizou uns materiais que por sua vez deram muito jeito. Serrei duas paletes ao meio que ficaram a fazer de estrado para colocar as colmeias, com uma tesoura de podar desbastei um antigo roseiral que se me prendia a roupa constantemente.
As abelhas ficaram logo frenéticas e em posição de ataque quando sentiram movimentações nas colónias, trabalhei sempre com muito cuidado evitando uma ou outra possível ferradela.
Observei-as durante bastante tempo, não fosse a hora do almoço chegar, ficava lá simplesmente pasmado a vê-las trabalhar.

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Domingo, 14 de Dezembro de 2008

Ponto de Viragem

No novo apiário a temperatura era de 6 graus de diferença, o sol ainda espreitava, mal ajeitei as colmeias e as abri saiu logo uma lufada de abelhas em reconhecimento ao local e quem sabe para o desenjoo da viagem, estão carregadas de mel e bastante saudáveis, o novo local é bom, em breve mudarei o núcleo para uma colmeia. Agora vamos ver qual a sua adaptação e aceitação do novo local.

Aventura na neve

Todo o horizonte estava branco de neve, o céu com nevoeiro, as colmeias cobertas e eu que ia buscar uma colmeia e um núcleo para os transportar para o novo apiário a título de experiência , decidi ir buscá-las logo de manhã quando parou de nevar.
Para não molhar os pés meti-os dentro de uns sacos plásticos, maldita experiência a cada dois passos a subir com a colmeia ao colo escorregava e ia ao chão, decidi então ir buscar o carro para mais perto do apiário, descer foi fácil, subir é que foi complicado, derrapava por tudo quanto era lado, sem tracção às 4 e sem correntes a subida era impossível, rendi-me após umas dezenas de tentativas e fui buscar o Mestre-Duarte com o tractor para me poder rebocar, quando cheguei a casa com os pés alagados e frios a risota foi geral, só a Ti-Cecília é que me defendia de resto toda gente se ria da minha aventura o Mestre-Duarte já tinha lágrimas nos olhos de tanto se rir, o Pedro era só gargalhadas, a Marta riso após riso, a Natália além de se rir metia no meio uma coisa parecida com ralhar.
Almoçamos uma bela entremeada, um tintol na mesa, ao fim um café na máquina nova do Mestre. Fomos com o tractor até ao apiário e rebocamo-lo à primeira tentativa, com as colmeias já no interior do carro as abelhas sentirão logo a diferença de temperatura e começou logo a surgir o belo do Zumbido, já só fica a faltar 180km devido ao Marão estar com as estradas cortadas, mas correu tudo em perfeitas condições.


Sexta-feira, 5 de Dezembro de 2008

Colmeias com neve


(foto by Marta)

Dois palmos de neve foram suficientes para alcatifar de branco a paisagem e alterar a tempérie, porém as abelhas têm uma estranha resistência ao frio ajudadas pelas colmeias, isoladas por quatro paredes de madeira com uma camada de tinta e com o telhado em chapa inox. No seu interior, elas, encontram uma temperatura agradavelmente positiva. Ainda têm bastantes reservas de mel, o que lhes proporciona uma boa alimentação, é formidável assistir à sua sobrevivência ao frio.

Sábado, 22 de Novembro de 2008

Ouro sobre azul



Ouro Sobre azul

Quantidade qb



Abelhas fora da colmeia em plena cresta. Não se consegue quantificar a população de uma colmeia, as estimativas são de 50 a 70 mil abelhas, varia de colmeia para colmeia, numa colónia temos 3 grupos de abelhas, a rainha que é só uma, o zângão que é o macho (vários) e as operarias que estão em maior proporção, em conjunto formam a sociedade perfeita.
Podemos ver na ilustração várias em pleno voo, atordoadas pelo fumo, doutra forma era impossível o manuseio da colónia em segurança.

É lindo não é? é pois, eu sei que sim.

Ferradela



Duas abelhas viradas de costas, não é por timidez nem falta de educação, simplesmente estão a lamber um pouco de mel pousado na luva, mel fresco acabado de sair da colmeia, o mais rico dos nectares, o alimento mais completo.



Agora de perfil, na sua vaidade possante e seu perigo camuflado, mínimo descuido e zás, ferrão cá para fora, dizem os técnicos que a nossa abelha europeia, a Apis Melífera demora até 8 segundos para atacar, desde que é dado o sinal de alerta, mas para ferrar basta menos de 1, nunca cheguei a contabilizar os tempos para ver se estão realmente certos, no de ferrar mesmo sem o contar posso garantir que sim que é certo.

Terça-feira, 11 de Novembro de 2008

Mais um em estado selvagem

Numa aldeia numa casa de férias de uns primos de um casal amigo, lá para os lados de Chaves tem um enxame em estado selvagem, enxame esse que quero ir buscar e ficar com ele, já estou mentalizado na distância a percorrer, fazer quilómetros para lá e para cá não tem importância desde que no regresso o zumbido consiga rivalizar com o som do auto-rádio.
Pela pouca informação que tenho o enxame está no sótão, que parece ser de difícil acesso, no topo da escada fica um quadrado apertado que cede a passagem, o telhado baixo e a falta de luz... bem, se vou e não trago as abelhas... nem que tenha de gatinhar e sair enfarruscado pelo fumo, vou ter de ir preparado com todos os materiais disponíveis, vou cortar os favos de cera e amarrá-los aos quadros de forma a aproveitar o máximo possível.
A época é de frio e vão estar todas aconchegadas (espero eu) o que me vai facilitar a vida.
Vou massacrar a paciência ao casal amigo de forma a termos um encontro de agendas e programar a bendita viagem.

Sábado, 1 de Novembro de 2008

Colmeias de plástico

Ouvi falar recentemente de colmeias de plástico vindas do mercado Espanhol, o preço ate que é acessível, descreve o vendedor que é só vantagens, que para o inverno é formidável, é térmico, para a produção de mel é óptimo, os quadros das meias alças são também por sua vez feitos em plástico, e em vez de levarem cera laminada são compostos por uma peça única plástica com o mesmo molde da cera já puxada, a abelha não tem de perder tempo a faze-la e dedica todo seu tempo a tarefa do mel. Quase me sinto tentado a adquirir uma para as minhas experiências, mas ainda tenho muitas duvidas e muitas perguntas as quais não obtive resposta (porque será?).

-Estaremos assim a transformar a nossa trabalhadora abelha num insecto preguiçoso?

-Poderemos criar algum tipo de vulnerabilidade?

-Estará o comprador a financiar alguma experiência do vendedor e esperar pelo feedback?

Lembro-me do que li sobre quando decidiram alterar a medida do alvéolo da cera laminada só pelo lucro da produção do mel, resultado, agora temos a "a Varroa" (talibã das colmeias).

Estou bastante recetivo e no meu melhor estado vou adquirir uma colmeia para responder as minhas proprias pergutas.

Segunda-feira, 20 de Outubro de 2008

Alvorada

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Logo de manha após a orvalhada ainda sobre as ervas menos expostas ao sol o enxame já dava sinais de grande actividade, é como se estivessem a espreguiçar e a preparar as asas para o voo diário

Inspeção de Rotina (vespas)

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Durante uma simples inspecção de rotina ao apiario verificamos algumas vespas a rondar a zona, a quererem entrar nas colónias, vimos algumas lutas aéreas e claro como estávamos do lado das abelhas a missão era destruir as malditas vespas que por sorte ou não eram das pequenas (ufa).





E ali estavam elas todas perfiladinhas no interior da tampa da colmeia, foi uma chacina desigual, mas com o raio deste bicho não posso eu!!

Sábado, 11 de Outubro de 2008

Novo Apiario

Depois de muito batalhar e em conversa com o meu amigo Vítor V. consegui, e com o seu bom senso e ajuda, arranjar novo sitio para colocar algumas colmeias, parece um sitio ideal, tem tudo o que precisam, água boa, flores de várias espécies e épocas, uma encosta bem virada a sul, um muro silvestre nas costas e um bom alpendre só para ficar bonito.



Fica a 16 Km de minha casa, não é nada comparado com os 150 Km, distãncia do apiário principal, agora sim poderei fazer as experiências e observações e satisfazer as minhas curiosidades, o senhor proprietário do terreno parece ser aficionado ás abelhas e tem também a sua sabedoria, espero trocar impressões com ele de forma a enriquecermos o espírito mutuamente.

Terça-feira, 30 de Setembro de 2008

Luva de abelhas




Abelhas, e mais abelhas... é bom sentir o formigueiro causado pelo zumbido das suas asas.

Segunda-feira, 11 de Agosto de 2008

Cresta 2008

Quando cheguei ao apiário a equipa já levava 12 alças crestadas, rápido me juntei a eles pois já tinha saudades de ouvir o zumbido singular produzido pelas minhas queridas meninas.
Dei uma volta pelo local, passei os olhos por umas quantas colónias interessantes e desfrutei da paisagem, deu para relaxar da viagem e recompor-me da meia dúzia de infracções que cometi, estava com uma directa embora o sono se sentisse, a vontade e o querer despertava a adrenalina, a primeira coisa que fiz foi pegar num pedaço de própolis e mascá-lo, o sabor é sempre amargo mas isso é um mal menor, de escova na mão juntei-me ao mestre Duarte e de 12 passou logo para 24 que foi aumentando, aumentando, e, antes do almoço 85 alças já estavam crestadas e limpas de abelhas.
Terá sido impressão minha ou não este ano o gado estava mais manso, lembro-me de anos anteriores que nem o fumo as acalmava, será do clima?
Com a carrada de alças já composta e a barriga a dar horas, a melaria era o nosso destino, havia uma feijoada bem boa a nossa espera feita pelas mãos da Ti Cecília e da Natália.
Pela tarde a música já era outra, era o extractor nas mãos do Fernando que desta vez compunha a sinfonia, quatro a desopercular não dávamos vasão a sua sintonia de extrair e arrumar os quadros.
Ferradelas a mim foi só duas, ao Zé outras tantas, o Pedro é que foi o mais sacrificado hehehe, ao Sr. Eduardo, convidado de honra este ano é que até no pescoço andavam e pouco se queixava (ah apicultor!!).
Numa pequena pausa bebemos refresco de mel, simplesmente delicioso.
Resumindo, foi uma boa cresta e um bom convívio, agora toca a enfrascá-lo, a próxima etapa é cuidar bem das meninas para que no próximo ano tudo se repita e de preferência sem infracções.


Sexta-feira, 1 de Agosto de 2008

Que sorte

Tenho a cresta marcada para dia 9 de Agosto e estava nomeado na minha escala de serviço, vi a minha vida toda a andar para traz, felizmente existe gente com alma e coração, pedi ao meu colega Marques que compreendeu logo de antemão e se disponibilizou e prontificou a assegurar-me o serviço e cedeu-me a troca, claro que a destroca vai ser logo no próximo fim de semana, mas é por uma boa causa e por uma situação pela qual levamos um ano inteiro de trabalho para ser efectuado, o porquê de ter de ser nessa data, é devido a ser a única altura em que a maioria da equipa se pode reunir, todos temos actividades diferentes mas a paixão pelas abelhas é quase unânime em todos nos, ao fim ao cabo trabalhamos quase a bem dizer como uma colmeia.

Domingo, 20 de Julho de 2008

Teimosia qb

Num dos passeios com o Mestre Duarte deparamos com um antigo apicultor que por ter ficado sem abelhas deixou de o ser "Eu sei bem o que a apicultura custa!!", "Ninguém me venha dizer o que são abelhas!!" Pela conversa fora e a tentar descobrir o paradoxo desaparecimento dos seus enxames populosos e fortes, sugeri então o que já tinha lido, colapso nas colónias, ai jesus palavra que foste dizer, irritado o homem nem me deixou acabar e teimou a pés juntos que as abelhas tinham sido roubadas durante a noite por especialistas altamente treinados não demorou dois segundos para que o interior do meu cérebro desse tilt, é que quase acreditei no que o homem estava para ali a dizer, só ao terceiro segundo cronológico é que realmente vi que ele não batia bem da caçoleta, "mas quais radiações, mas quais pesticidas, mas quais que???!!!","foram roubadas e mais nada", ate me custava a crer que o pobre homem acreditava naquilo que a sua cabeça pensava, o melhor que fizemos foi ignora-lo, mas tive pena pelas abelhas desaparecidas, o apiario dele estava a pouco mais de 15km do nosso o que me deixa um pouco preocupado.

Quinta-feira, 19 de Junho de 2008

Mais um novo enxame

Bem qual foi o meu espanto ao receber um telefonema do mestre Duarte, aconteceu alguma coisa as abelhas pensei eu, e não é que aconteceu mesmo, o bom é que foi pela positiva, quem iria suspeitar que uma colónia nova do mês de Abril já com três alças encima iria enxamear??
Parece que o mestre teve uma tarde bem passada e bem divertida, pelo que me contou o enxame andava em pleno voo, foi preciso mandar muita mas muita terra para as orientar, lá poisaram num silvado, metade do trabalho estava feito, com a tesoura de podar lá conseguiu abrir caminho até ao enxame, pelos vistos é forte, e ainda bem. Já mora numa nova casa, para este ano não acredito que produza grande mel, mas a ver vamos, nesta altura ainda vamos tendo alguma floração, para o ano que vem acredito piamente que vai rivalizar com as colónias vizinhas.

Quarta-feira, 18 de Junho de 2008

Cata pólen

As abelhas não têm descanso na colecta do pólen na sua actividade intensiva.
Ao passarem para o interior da colmeia, o pólen agarrado nas suas patas fica para trás e cai num recipiente onde fica guardado e armazenado até ao fim do dia, altura em que é depois recolhido pelo apicultor.
Estes cata-pólen feitos em plástico são úteis mas têm os seus defeitos, é necessário furar a colmeia para a sua aplicação, o que vai interferir com o bem estar das abelhas e o recipiente onde o pólen é guardado (gaveta) só sai quando retiramos a corrediça perfurada, existe ainda outro modelo no mercado, feito em madeira mas também não é perfeito, a gaveta sai sem se tirar a corrediça mas, em vez de sair para a frente sai na lateral, o que implica ter as colmeias mais separadas. O bom dos de madeira é que têm uns apliques onde não é necessária nenhuma furacão, pena é não dar para todos os tipos de colmeia, mas lá no meio de mais prego menos martelada (ajustes) o que interessa é que, ao fim do dia o pólen seja recolhido e depois tratado.



Remodelação da sala de extração

A melaria já precisava de uma remodelação, com o aumento da produção do mel o espaço estava a ficar apertado, o mestre Duarte pôs mãos a obra e aos poucos a melaria vai tomando forma, esperamos que esteja concluída antes da cresta.



Quarta-feira, 4 de Junho de 2008

Revista "O Apicultor"

Como um bom apicultor deve manter a informação em dia e estar a par das novidades resolvi e ainda bem tornar-me assinante da maravilhosa revista "O Apicultor" já tirei varias ilações e conclusões só ao ler dois ou três artigos.
É um verdadeiro mundo, é o nosso mundo, a paixão pela apicultura em geral.
Uma revista virada só para apicultores, aficionados e para quem gosta de uma boa ferradela, deveria de ser também para o publico em geral, era uma forma de mostrar o quanto a apicultura não é fácil e em Portugal, é quase impossível e mostrar aquelas pessoas (à nata da cultura) que com comentários ridículos me tiram do sério, tipo : "tens colmeias? então é só lucro! ", " o mel esta duro? então esta estragado!!", e muitos mais comentários que irrita só de pensar neles mas enfim é a nossa cultura.
Outra coisa é que o mel não é um medicamento mas sim um alimento, todos os medicamentos naturais são alimentos, tal como o mel o é, aos carolas deste pais deveriam incluir o mel no desenho da roda dos alimentos!

Sexta-feira, 30 de Maio de 2008

Ai o meu rico enxame!!

Ai o meu rico enxame que esta para morrer, aquele enxame que apanhei no principio de Maio em estado selvagem, o Mestre Zé-Duarte diz que pode sobreviver mas tem as suas duvidas, o enxame é fraco, é pequeno e tinha os favos da criação virados para baixo e ainda por cima o clima esta a estragar tudo, esta chuva que já irrita não deixa as abelhas saírem em busca de alimento, esta a ponderar meter-lhe um alimentador mas vamos aguardar mais uns dias para ver se vem alguma aberta jeitosa com uns raios de sol próprios do mês.
Gostava mesmo que este enxame sobrevivesse, pois para mim tem um significado especial, conheço cada abelha daquela colónia, e foi a primeira rainha em que mexi.
O mestre transferiu a colónia da colmeia para um núcleo de 5 quadros assim as probabilidades são outras, sempre que la vai leva uma bela de uma ferradela, é uma saudação um pouco esquisita.
Estou ansioso pela próxima folga, quero ir ver como estão e fazer a minha visita ao apiário.

Quinta-feira, 22 de Maio de 2008

Pólen

O pólen é um super alimento que deve de ser administrado por toda a gente, claro que não é a colherada, nem em doses industriais, basta falar com o distribuidor ou vendedor local que ficamos logo com umas luzes sobre o assunto.
Ficou decidido entre eu e o Mestre Zé-Duarte que este ano íamos tentar retirar algum pólen de algumas colmeias só mesmo a titulo de curiosidade, começamos por recolher informação, muita dela na Internet, e só alguma na voz do povo, o que é de lamentar, adquirimos alguns cata-pólen a preços completamente diferentes o que cria revolta, mas pronto..., e claro para o trabalho ficar como deve de ser o pólen tem de ser tratado e para isso precisa de maquinaria a qual fiquei de boca aberta com os preços do mercado, decidi então fazer a minha própria maquina de secar pólen, entre mais de muitas horas de pesquisa e com alguma da ajuda da tão boa sabedoria da voz do povo comprei uns materiais a rigor e actualizei a minha caixa de ferramenta, como só ia para o emprego de tarde, aproveitei a parte da manha climaticamente chuvosa, sem acordar a vizinhança entre serradelas e marteladas já se nota obra feita, se tudo correr bem dentro de dois dias aquela maquina milagrosa estará a funcionar a um preço inferior a 3/4 a do mercado.

Segunda-feira, 19 de Maio de 2008

Cresta 2006

Este episódio foi numa cresta em Agosto de 2006, em que o Fernando (aficionado pela apicultura) tinha o material inapropriado para a situação, a mascara mal posicionada devido ao excesso de confiança deu origem a que as abelhas bastante furiosas entrassem e se defendessem.
Foi uma correria até ao topo da colina, entre gargalhadas e ferradelas la foi tirando os ferroes um a um, o trabalho não ficou por fazer, de tarde após o almoço já tínhamos provado o delicioso néctar, assim a final de contas quem não gosta de ser ferrado?
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Sexta-feira, 16 de Maio de 2008

Melhor adagio

A abelha, gado do vento, conhece o dono que a trata bem e, farta, não ferra ninguém.

Domingo, 11 de Maio de 2008

Enxame colhido

Na continuação do ultimo post, foi um fim de semana muito produtivo, pois o enxame estava la no sitio esperado, e não era só isso que me deu alegria, foi uma coisa que nunca tinha feito nem visto, um enxame jovem no seu estado selvagem com os favos ainda frescos com a cera branquinha e mole, sem fumo nem espátula, escova ou outro material as minhas únicas ferramentas eram o fato e as botas, tinha de ser meticuloso e aproveitar a ocasião do céu estar coberto e o dia ventoso, pedi uma faca emprestada e com muito cuidado cortei os favos um a um rente ao tecto pela parte dura pelo própolis e meti-os numa colmeia no sitio dos quadros, a rainha teve mais sorte pois foi para o interior pela minha própria mão.O meu amigalhaço Zé, aquele que me levantou, sim esse que me acordou só se ria do outro lado do vidro na segurança do interior da casa com o resto da plateia, o Jorge, o amigo dele e a esposa e uma outra senhora a dona da casa que me emprestou a faca.
Com o enxame colhido a minha única preocupação era leva-las para o apiário, nem pensei duas vezes, meti logo mais 130Km na carrinha com um zumbido abafado pela musica do radio vindo da bagageira, quando la cheguei perto das 20H00 já o mestre Zé Duarte me esperava e juntos levamos o novo enxame para o seu respectivo lugar.





Quarta-feira, 7 de Maio de 2008

Convite para apanhar um enxame

Estava eu no meu belo soninho quando recebo um sms do meu amigo Zé para ir ao messenger, la vou eu com os olhos cheios de remelas, quando o meu espanto e contentamento que a janela me escrevia que havia um enxame perdido num jardim de uma vivenda particular em Matosinhos, e se eu queria ir la busca-lo, bem, claro que a resposta é afirmativa, passei a cara por agua e liguei logo ao mestre Zé-Duarte a contar-lhe a peripécia e ao qual me aconselhou a ser o mais breve possível pois o enxame não fica parado muito tempo no mesmo sitio, e la me deparei eu com umas dificuldades, primeiro não tinha nenhuma colmeia pronta nem nenhum núcleo disponível e em segundo lugar se a pessoa não quer as abelhas no quintal dela onde as vou eu meter ate me deslocar ao apiário? Entre telefonemas e contactos la resolvi o primeiro problema e um núcleo apareceu logo, o segundo problema se a colmeia não puder ficar no quintal dois ou três dias la vou eu ter de fazer uns quilómetros extras para meter o novo enxame no seu habitat natural, agora só falta saber a disponibilidade da pessoa e ir buscar as feras.
Prometo levar maquina fotográfica e anexar ao post.

Domingo, 4 de Maio de 2008

Enxame novo



Um novo enxame acabadinho de sair, mês ameno, dia solarengo, condições propicias, e a sua beleza natural.





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