segunda-feira, julho 20, 2009

Artista

Bem, quando se fala em artistas, há um que lhe faço uma vénia e tiro o chapéu à sua passagem, o meu amigo Zé, danado na arte do desenho. Disponibilizou o seu jeito e paciência para me ajudar a mudar a forma do apíario, embelezando-o à vista e alterando por completo a imagem que tinha. Um amontoado de caixas quadradas com vida, mas parecendo mais um bairro social, desta forma personalizo cada colmeia, com sorte e com desenhos feios pode ser que espante a varroa.
É de relevar também a sua grande ajuda no (pontapé) inicial para o rótulo do mel e pólen Ferradela, embora ainda esteja em esboço, conto em breve colá-lo nos frascos.
Quero convencê-lo a visitar o apíario, para que possa ver de perto a actividade apícola real, e que lhe dê o direito a comer mel Ferradela, hehe *que mau que sou :)



sábado, julho 18, 2009

O Tio Manel, já com alguma idade e com alguns problemas de saúde, abelhas com ele é desde jovem, uma paixão que transborda como em muitas outras pessoas, sabedoria e gosto pela arte, manuseio ímpar, feito à sua maneira, diferente de tudo e de todos, mas no final o mel lá escorre para dentro dos frascos.
Foi nas férias que lhe visitei as abelhas, só mantém algumas colmeias para matar o vício, sentir o zumbido e levar uma ou outra ferradela. Devido aos problemas que o impedem de ir mais além deposita um pouco de confiança no seu neto Diogo, numa expectativa de que o apíario venha a ser de novo a menina dos seus olhos.
Quero com isto dizer que a apicultura tradicional está a perder-se um pouco por todo o lado.
Gostava de ver o Diogo levar o apíario a jorrar litros de mel...

Visitante palmo e meio nº3

José Miguel, mais conhecido por Zé Miguel, seis anos, traquina em doses industriais. Com o consentimento da sua mãe, (Betina) decidimos ir visitar o apíario e mostrar-lhe na realidade o que são abelhas e como elas vivem.
Aproveitei que tinha de tirar umas ervas que teimam em crescer nas imediações das colmeias e, fui-lhe explicando as coisas, ele um pouco nervoso, sempre com o zumbido das meninas como companhia. A calma dele rápido passou quando lhe dei o fumigador para as mãos, lindo brinquedo lhe fui eu arranjar, parecia um índio, cada bufarada era acompanhada por uma gargalhada.
Durante a abertura de algumas colmeias tivemos pouca sorte, não conseguimos ver nenhuma rainha, nós gostamos da visita, a Natália e a Betina que ficaram longe, dizem que também gostaram (imagino), por fim o Zé Miguel deu uns belos mergulhos na piscina, já me disse que queria voltar ao apíario, falta saber se é pelas abelhas ou pela piscina.

quinta-feira, julho 02, 2009

Monte do Mel

Monte do Mel é:
É tudo o que queremos, é vida, é paz, é beleza, é tranquilidade, é abelhas, é mel, e do bom!
O contraste dos castanhos e dos verdes com o azul do céu e da água;
A brisa quente e suave;
O carinho acolhedor da recepção;
A saborosa carne assada com tempero alentejano, pena não conseguir comer mais!
O acentuado maduro tinto que a ajudava a empurrar;
É local de inspiração para poetas e pintores;
É onde todas as estrelas estão presentes no céu nocturno;
Onde os grilos substituem o buzinar dos carros;
Monte do Mel é sabedoria!
Quero ter um "Monte do Mel" para mim!!
É um local a voltar, mas com mais tempo

Amigo Pífano, Luísa, um muito obrigado da minha parte e da Natália
Ferradela espera-vos

quarta-feira, junho 17, 2009

Secador de Pólen

Este fim de semana, lá decidimos por a bendita máquina de secar pólen a trabalhar, depois de descongelado foi só colocá-lo nas gavetas e dar ao botão, mas nem tudo corria como previsto.
A temperatura em vez de manter teimava em descer, a debater o assunto com o vendedor parece ser uma má configuração naquilo que chamo excesso de funções. Um "rais parta" de um botão a dizer on e outro com a função de off era mais que suficiente, mas...
Que venha mais sol e tempo quente, vamos ver se não dou descanso à bendita.

Para a Urze

No apíario principal, tenho mais um enxame furioso para o néctar de Urze, é obséquio do Mestre Duarte, lá o colocou estrategicamente à sua maneira, eu após ter aberto a colmeia, com a curiosidade de observar o seu belo interior, deparei-me com a sua furiosidade, senti-me persona no grata, utilizei então a técnica do (Y) cinco quadros para um lado e outros cinco para o outro, quase toda a cera estava puxada e os quadros preenchidos, o que dificultou um pouco a distinção das faces da cera, durante o manuseio da colónia, senti por cima do fato uma ferradela no braço, foi na parte interna do bíceps, é uma zona mole, e causou uma certa dor, parece que a ferradela tinha sido com raiva e desprezo, sem protecção estava literalmente lixado, um punhado de abelhas, possivelmente jovens, voaram directamente contra a rede da viseira do fato, sentias embater com força, possivelmente atraídas pelo quente da minha respiração, uma coisa é certa, aquela colónia está bem protegida, aqueles caças não temem nada nem ninguém.

Para além do mel

Para além do mel, foi o tema que escolhi para narrar esta ilustração, árvores de fruto carregadas, é um saldo positivo, e são ganhos nas duas vertentes. O pomar é de perder de vista, tem uma vasta extensão, a qualidade das árvores de fruto é variada, mas em todas elas a imagem é a mesma, pernadas a apontar para o solo carregadas de fruta, a representar aquele ponto de rotura, mesmo antes de partir com o peso. Árvores sem qualquer tipo de tratamento, só com a poda de vez em quando, fazem com que a sua qualidade seja de todo superior.

Um especial agradecimento ao Sr. Manuel pelo espaço cedido.

Rainha com asa ratada

Numa visita ao apíario tentei e com sucesso ver a rainha de um dos últimos enxames apanhados, lá estava ela, irrequieta e movimentada, a dançar no belo do amarelo, no quase doce feito e sobre a sua pouco criação, faltava-lhe um pedaço da asa direita, acidente ou idade avançada, ou até ambos. Aquela "ferida" entristeceu-me. Enxame novo rainha velha, mas velha ao ponto de quase ter de usar uma prótese na asa, não aceito. Ainda antes de acabar o verão vou ter de a substituir, vai ser uma tarefa nova para mim, acredito que tudo vai correr pelo melhor.

quarta-feira, junho 03, 2009

Ao entardecer

Ontem ao entardecer, mais uma vez fui ao apíario, para de novo sentir o relaxar do momento, numa passagem de olhos rápida pelas colmeias, senti como algumas abelhas se aproximavam de mim para me cumprimentar, saudei-as com grande agrado e entusiasmo, recolhi o pólen, que rendeu pouco menos de 500 gramas, desbastei umas ervas em crescimento, vi os níveis de agua dos bebedouros, e não me resisti em abrir uma colmeia, mesmo com a cresta já feita à menos de 15 dias, já tinham quadros carregados de mel, isto é que é trabalhar...
O Sr. Manuel todo contente com a doçura do mel gabou-as de forma jubilosa, depois ainda me deu 4 pés de alface da sua horta, mas oh que alface, hehe, demos a tal letra do costume, e afirmou que quando se senta ao lado das colmeias para ver trabalhar as abelhas, diz que gostava de viver num pais com tais trabalhadores, dedicados e isentos de corrupção, num simples gesto de afirmação mostrei-lhe toda a minha igualdade e compreensão para com a sua frase.
Espero que o clima não mude para chuva, queria aproveitar este tempo seco para recolher mais algum pólen, já temos quase 45 quilos congelado e queria por o secador de pólen a funcionar.