sábado, setembro 18, 2010

Gerês 2010

O terrível acontecimento devastou áreas com grande importância de uma das mais nobres zonas florestais do nosso pais, Parque Natural do Gerês.


O pasto apícola, agora cinza, cria muitas desilusões, preocupações e bastantes dores de cabeça.


Apiários que o fogo queimou, colmeias consumidas, apicultores com lágrimas nos olhos e a desistência estampada no rosto.


Toda ou quase na sua totalidade, da área está povoada com pequenos ou grandes apiários, zonas restritas dentro de uma zona protegida (completamente desprotegida), o que antes se considerava um paraíso é agora motivo de alerta, uma fonte de insegurança, e alguma incerteza, principalmente no verão.


É triste e desolador, o sentimento e a revolta, junto com a incapacidade de fazer frente a mais uma causa da crise (local).

Naquele sitio ainda se conseguia ouvir as abelhas, numa tentativa de encontrar algum alimento, mas o único verdejante perto era a uns bons quilómetros de distancia.


Com a cresta por fazer, e as colmeias carregadas de mel, estas abelhas parecem condenadas ao seu triste destino.


Mas nem todo o Parque natural ardeu, e ainda bem, pequenas linhas de agua ajudaram a limitar as fortes frentes de fogo, ainda consegui observar alguns apiários, sobreviventes, poderão ser ou não desdobramentos naturais ou artificiais para colmatar as quebras. (se ainda sobrar alguma força)


Durante quanto mais tempo viveremos este inferno? Medidas preventivas no terreno? Meios eficazes, onde é que estão? Penas pesadas para os agressores da natureza?


Um forte abraço de parabéns a quem não desiste!

domingo, setembro 05, 2010

Pólen no Brasil

O tema está relacionado com a grande quantidade de contactos que tenho vindo a receber por diversos meios, muitas perguntas, pedidos de cotação, receitas, peso, tempo de duração, enfim, recebi questões sobre tudo e mais alguma coisa.
Comecei por desconfiar de algo, pois as minhas fotos do pólen eram simplesmente usadas (plagiadas) em vários locais na Internet, situados no Brasil, mas nunca tinha chegado a uma conclusão decisiva.
Foi então que alguém, o amigo Luiz, um apicultor do Brasil, me explicou o porquê de uma súbita procura de informação sobre o pólen apícola, a "Globo Repórter", da Rede Globo de Televisão, o principal canal de TV aberto do Brasil, mostrou um pequeno filme, disponível também no youtube, que mexeu com tudo e com todos, até mesmo com o pólen, pois os preços subiram em flecha.
Curiosos, aficionados, profissionais, dedicados, todos querem ter a sua pequena ou grande produção de pólen apícola.




É um assunto que mudou de forma, aquele país acordou para a vida, pergunto-me eu porquê aqui em Portugal, com tantos apicultores dedicados, não faremos o mesmo? Evitaria também o possível monopólio do mercado, algum tubarão das abelhas (ou não) vai aproveitar a deixa e vai criar um carretel parecido com o dos combustíveis, na minha opinião se muitos apicultores tivessem disponível a sua pequena produção de pólen, para satisfazer o mercado local, a procura não seria tanta e os tubarões perderiam o interesse e estaria assim sempre presente o cada vez mais escasso, o tradicional produto regional, aquele de que tanto tenho saudades, principalmente na parte alimentar.

O filme vai ao encontro da verdade sobre o maravilhoso pólen, o conhecido pão de abelha não é um alimento milagroso, nem é que seja grande fonte de rendimento para os apicultores ou comerciantes, é sim e bem, um bom e completo complemento alimentar, pois cada vez mais os nossos alimentos são desprovidos de nutrientes, o rico pólen vai colmatar e suplementar as quebras, enriquecendo o nosso organismo.

sábado, setembro 04, 2010

Mel Ferradela na BTV, programa Debate em 25/08/2010

Mel Ferradela na BTV, no programa Debate, em 25-08-2010.
Os motivos são óbvios, e não vale a pena mexer mais no assunto.
No final do filme está um apelo com alguma ironia, pode ser levado a cabo com desfechos satisfatórios.



Foi com a produção deste frenético enxame, residente nesta maravilhosa colmeia.


terça-feira, agosto 17, 2010

É o medo, é a responsabilidade.

Quando estamos num local, onde todo o que nos rodeia é combustível, todo e qualquer cuidado é pouco.
Na apicultura, mais propriamente durante a cresta, quando utilizado o fumigador, o risco de incêndio é igual a alguém perto de um precipício, qualquer descuido ou acidente podem ser fatais. Como quando à fumo há fogo, embora este esteja retido e (controlado) num cilindro metálico, o medo atormenta a alma de qualquer praticante desta arte milenar, então a apicultura com segurança que seja sempre uma constante.
Estamos numa época a fugir para o quentinho, onde o seco impera, não convém mesmo facilitar, nem vacilar com a situação, um extintor pronto a utilizar, no meio dos utensílios apícolas, pode ser uma mais valia, e a salvação, se o dito ("azar") for atacado e combatido de imediato, mal tenha o seu inicio, podemos salvar o ecossistema, e até mesmo o apíario, na sua ausência podemos também usar agua, se disponível, terra, se estiver solta, etc, etc.

Com tudo isto, quero dizer, cresta de Agosto efectuada, com sucesso, com tudo controlado e de consciência tranquila.


sexta-feira, agosto 06, 2010

Onde é que está o mel?

Em todas as imagens alusivas à roda dos alimentos, nunca e nem nenhuma delas, conseguimos visualizar o mel, (será que não é alimento?).
Continuamos nós como sociedade evolutiva, com a parva teoria, de que o mel é uma espécie de medicamento, (será um genérico?) e é guardado religiosamente, e somente subministrado quando a "garganta arranha", pois não sou frequentador de farmácias, mas costumo reparar nas suas prateleiras, e nunca vi um único frasco de mel a venda, nem tão pouco ouvi relatos de ser produto de bruxos e curandeiros.
O mel é um alimento e ponto final, é um adoçante natural, com propriedades únicas, é um alimento que quando ingerido regularmente tem a característica de curar a tal "garganta ferida" e evita que a mesma fique irritada, se eu não comesse mel, já a tinha irritada, de repetir tantas e tantas vezes a mesma coisa.
Senhores nutricionistas, caríssimos leitores, comam mel, e sem medo.

quinta-feira, julho 22, 2010

Mel em favos

Nada melhor que sentir os favos de cera derreter na boca e comer assim o mel, muita gente é adversa a esta prática de "bom garfo", contudo tem quem não o troque por nada, esta forma é sinonimo de qualidade inalterável do mel, está conforme a abelha o produziu.


terça-feira, julho 20, 2010

Néctar proibido ;)

Com a  boa visita do Mestre Pífano e da Luísa ao Ferradela, o que muito me honrou, fui congratulado com os sabores da terra, o mel Alentejano, made abelhas Monte do Mel.
Com cor, planícies tórridas e nascer do sol, com uma textura aveludada e consistente, com um sabor de não conseguir parar de comer, todo ele muito bom...
Mas fui simplesmente proibido de o comer, cá em casa alguém se apoderou do frasco, e o reclamou como propriedade privada :) tive de tirar uma foto para assim o poder recordar, de outra forma só mesmo a memória do seu paladar.


sexta-feira, julho 16, 2010

Cresta Ferradela 2010

Esta cresta (Ferradela) foi efectuada com a ajuda do Francisco, da Inês e da Natália.
A Inês ajudou nas tarefas mais leves, e foi aí que se notou o grande avanço do trabalho, pois no apiário duas mãos são poucas, pois estão sempre ocupadas. Apesar da sua tenra idade e de ter uma altura pouco maior que uma colmeia, a sua coragem iguala a curiosidade, se ela pudesse passava todo o dia a crestar apiários.
O Francisco ajudou a espantar as abelhas, mantendo-as longe das colmeias, pois  as suas corridas desenfreadas à volta do apiário demonstravam a perícia de levar as abelhas furiosas com ele, sempre entoando cânticos esquisitos e em grandes decibéis, que se eu não soubesse o que era, quase que diria que eram gritos de pânico, (método interessante).
A Natália escolheu as tarefas mais doces, e foi a desopercular que se destacou, pois a sua destreza nessa área, já conta com alguns anos de experiência.
Mas antes disso e ainda no apiário, a viatura era carregada com as alças já sem abelhas, a carga era de tal ordem que o chassis roçava nas rodas, devagarinho lá chegamos a casa. De tarde o doce mel escorria pela abertura do extractor, onde caía no filtro e enchia os reservatórios sedentos desde o ano passado.
Nesta cresta o mel saiu mais escuro, creio pelo seu sabor, que, numa daquelas encostas nas imediações a urze foi toda aproveitada pelas meninas, ao contrário do passado ano, onde as abelhas quiseram só as flores do pomar.

segunda-feira, julho 05, 2010

Aderavis na RTP

É uma pequena surpresa ao Mestre Pífano do Monte-do-Mel, ele já tinha anunciado no seu Blog, a visita da RTP à apaixonante zona do Alentejo, Avis. Mostra a cresta Alentejana e o seu rico e gostoso mel típico da região que, com a sua flora e temperaturas únicas conseguem dar o paladar singular ao mais doce que a natureza tem. Já para não falar nas gentes bonitas que tratam as abelhas como pessoas de família, todo o conjunto merece os mais sinceros parabéns e óptimas produções. Agradeço também à RTP pelo sensível interesse no sector, é que já estava farto de ouvir falar de pseudo futebol.


domingo, julho 04, 2010

Bear Grylls

Bear Grylls, famoso herói de televisão no Discovery Channel e no Odisseia, o dominador de ursos e serpentes, veados e lobos aquele que controla os felinos, jacarés, búfalos e dorme em qualquer lado, alimenta-se do quer que seja, adapta-se ás paisagens, e tem como nome do seu programa "Sobrevivência", não conseguiu evitar uma valente ferradela de uma abelha, depois de tirar um pouco de favo com mel de um enxame selvagem.