sexta-feira, novembro 05, 2010

Sol de Outono

Durante um destes dias do mês de Outubro, regalei-me a observar as abelhas na tábua de voo a apanharem sol, pareciam recolher energias, com as asas como painéis solares.
Com a sua actividade reduzida, e como o pouco que têm para fazer já esta feito, é mais um esticar de pernas (asas) do que outra coisa, são umas férias em época baixa, só mesmo algumas destas abelhas podem desfrutar deste momento hibernal, as que nascem perto da Primavera e no Verão têm a vida bem mais complicada e stress-ante.
Contudo são bem frenéticas e viçosas, ao mínimo descuido e uma ferradela pode estar à espreita, isso também conta como avaliação do seu estado de saúde e bem estar.



quarta-feira, novembro 03, 2010

Vespa Japonesa

Vespa Japonesa a sondar o apiário, antes de morrer depois das filmagens, ainda conseguiu apanhar algumas abelhas, mas veja-se a sua rapidez e eficácia no voo, é uma autentica exterminadora, não tem dó nem piedade, assim como eu.

sexta-feira, outubro 15, 2010

Em nome do mel

Cada frase que leio, mais me faz gostar das abelhas, é um livro bastante interessante, vai ao encontro daquilo que já sabemos, e reforça-o, tem umas ilustrações tipo medieval, mas bem instruidoras.
O autor descreve a apicultura desde os primórdios até aos dias de hoje.


É bom ter um aniversario pelo menos uma vez por ano.

quinta-feira, outubro 14, 2010

Foram as vespas

As malditas vespas.
Senti logo e fiquei alertado mal entrei no apiário, o cheiro a mel era intenso,  notava-se em toda aquela zona, mas além de interrogado, pois não é normal nesta altura do ano, fiquei boquiaberto quando me aproximei das colmeias e vi serrim de cera que saía de uma das colmeias, sem saber muito o porquê, ainda demorei uns momentos para digerir toda aquela informação negativa.


Quando me coloquei de frente para a colmeia, vi entrar e sair umas quantas vespas, caíram-me os (tin tins) ao chão, para avaliar melhor a situação da colmeia mandei uma palmada forte de mão aberto sobre o telhado em chapa zinco, em que saíram logo mais umas dez vespas, acendi o fumigador e quando das bufaradas de valente fumo para o interior da colmeia, as vespas continuavam a sair aleatoriamente. Na tábua de voo vi algumas abelhas cortadas ao meio pela zona do abdómen, fiquei a arder de pura raiva.



Quando abri a colmeia no seu interior ainda estavam mais umas 30 vespas, e pouco mais ou menos que uma centena de abelhas, que não sei se eram daquele enxame residente ou se estavam na pilhagem, todos os quadros, eles desoperculados e ratados, sem qualquer pinga de mel, nem pólen e sem criação, as vespas tinham tirado partido e feito a sua vingança para com a minha pessoa.


No 1º ano tive problemas com as formigas, consegui contorna-lo sem afectar o habitat de ambos, no 2º ano foi a traça a dar problemas, perdi  quatro colónias, este ano foi com as indesejadas vespas, mas estas vão dançar no chão ao som da chama de um belo e magnifico maçarico, por este andar com a dimensão do invasor a crescer, espero que para o ano que vem não encontre elefantes a fx#%&#-me o apiário.


Podia ter previsto, pois podia, podia ter reduzido a entrada das colmeias logo nas primeiras chuvadas, pois podia, podia ter batido a zona em busca de vespeiros, podia...


Com a crise de apertar o cinto sempre presente, com o aumento dos combustíveis, com o estilo de vida que se perde, com as decisões a prioridades que tomamos, as visitas ao apiário serão com certeza cada vez mais espaçadas, tentando efectuar tarefas acumuladas, sem desperdiçar tempo, nem deixar afazeres pendentes.

Toda esta tragédia foi com um intervalo de uma semana e meia, altura do 1º tratamento da varroa.

Pela quantidade de vespas malditas que vi e consegui matar, haverá com certeza uma meia dúzia de vespeiros, ou mais.


As outras colmeias estão agora com a entrada reduzida, o meu pensamento é dominado pela fúria, em que só acalmo quando me visualizo com o maçarico na mão.

quinta-feira, setembro 30, 2010

Mel na Cova da Beira

À bem pouco tempo,encontrei algures um frasco de mel, esquecido numa prateleira de uma despensa, este mel da Cova da Beira, com um traço acentuado a Cerejeira, é em todo saboroso. Devido ao seu tempo já deve de ter passado por várias cristalizações, e estava divinal, nunca entendi porque colocar a validade num produto tão natural.
Eu quando tiver netos, os seus filhos comerão do mel que tirei este ano, sem problemas nem medos acrescidos.

Pois não sei se o Sr. David Santos ainda é produtor, o rotulo deste frasco já é bastante antigo e o preço ainda estava em escudos.
Amigo David, tenho uma autentica relíquia, uma reserva e um testemunho de uma boa colheita de à uns tempos passados, continuação de boas crestas.
Sempre que passe pelo frasco vou sentir este magnifico paladar.

domingo, setembro 19, 2010

Na cresta

E porque a cresta não é só mel e abelhas, colmeias e extractores.
Cresta é diversão, é estar com a família e amigos, é ar puro e fresco, é ver raiar o sol matinal, é disputa de equipas para ver quem trabalha mais alças, é rir e falar motivos esquecidos, é interiorizar os zumbidos, é cabrito no forno, iguarias e petiscos ao almoço, e é sobretudo ao fim do dia, uma valente dor de costas.

sábado, setembro 18, 2010

Gerês 2010

O terrível acontecimento devastou áreas com grande importância de uma das mais nobres zonas florestais do nosso pais, Parque Natural do Gerês.


O pasto apícola, agora cinza, cria muitas desilusões, preocupações e bastantes dores de cabeça.


Apiários que o fogo queimou, colmeias consumidas, apicultores com lágrimas nos olhos e a desistência estampada no rosto.


Toda ou quase na sua totalidade, da área está povoada com pequenos ou grandes apiários, zonas restritas dentro de uma zona protegida (completamente desprotegida), o que antes se considerava um paraíso é agora motivo de alerta, uma fonte de insegurança, e alguma incerteza, principalmente no verão.


É triste e desolador, o sentimento e a revolta, junto com a incapacidade de fazer frente a mais uma causa da crise (local).

Naquele sitio ainda se conseguia ouvir as abelhas, numa tentativa de encontrar algum alimento, mas o único verdejante perto era a uns bons quilómetros de distancia.


Com a cresta por fazer, e as colmeias carregadas de mel, estas abelhas parecem condenadas ao seu triste destino.


Mas nem todo o Parque natural ardeu, e ainda bem, pequenas linhas de agua ajudaram a limitar as fortes frentes de fogo, ainda consegui observar alguns apiários, sobreviventes, poderão ser ou não desdobramentos naturais ou artificiais para colmatar as quebras. (se ainda sobrar alguma força)


Durante quanto mais tempo viveremos este inferno? Medidas preventivas no terreno? Meios eficazes, onde é que estão? Penas pesadas para os agressores da natureza?


Um forte abraço de parabéns a quem não desiste!

domingo, setembro 05, 2010

Pólen no Brasil

O tema está relacionado com a grande quantidade de contactos que tenho vindo a receber por diversos meios, muitas perguntas, pedidos de cotação, receitas, peso, tempo de duração, enfim, recebi questões sobre tudo e mais alguma coisa.
Comecei por desconfiar de algo, pois as minhas fotos do pólen eram simplesmente usadas (plagiadas) em vários locais na Internet, situados no Brasil, mas nunca tinha chegado a uma conclusão decisiva.
Foi então que alguém, o amigo Luiz, um apicultor do Brasil, me explicou o porquê de uma súbita procura de informação sobre o pólen apícola, a "Globo Repórter", da Rede Globo de Televisão, o principal canal de TV aberto do Brasil, mostrou um pequeno filme, disponível também no youtube, que mexeu com tudo e com todos, até mesmo com o pólen, pois os preços subiram em flecha.
Curiosos, aficionados, profissionais, dedicados, todos querem ter a sua pequena ou grande produção de pólen apícola.




É um assunto que mudou de forma, aquele país acordou para a vida, pergunto-me eu porquê aqui em Portugal, com tantos apicultores dedicados, não faremos o mesmo? Evitaria também o possível monopólio do mercado, algum tubarão das abelhas (ou não) vai aproveitar a deixa e vai criar um carretel parecido com o dos combustíveis, na minha opinião se muitos apicultores tivessem disponível a sua pequena produção de pólen, para satisfazer o mercado local, a procura não seria tanta e os tubarões perderiam o interesse e estaria assim sempre presente o cada vez mais escasso, o tradicional produto regional, aquele de que tanto tenho saudades, principalmente na parte alimentar.

O filme vai ao encontro da verdade sobre o maravilhoso pólen, o conhecido pão de abelha não é um alimento milagroso, nem é que seja grande fonte de rendimento para os apicultores ou comerciantes, é sim e bem, um bom e completo complemento alimentar, pois cada vez mais os nossos alimentos são desprovidos de nutrientes, o rico pólen vai colmatar e suplementar as quebras, enriquecendo o nosso organismo.

sábado, setembro 04, 2010

Mel Ferradela na BTV, programa Debate em 25/08/2010

Mel Ferradela na BTV, no programa Debate, em 25-08-2010.
Os motivos são óbvios, e não vale a pena mexer mais no assunto.
No final do filme está um apelo com alguma ironia, pode ser levado a cabo com desfechos satisfatórios.



Foi com a produção deste frenético enxame, residente nesta maravilhosa colmeia.