É uma pequena surpresa ao Mestre Pífano do Monte-do-Mel, ele já tinha anunciado no seu Blog, a visita da RTP à apaixonante zona do Alentejo, Avis. Mostra a cresta Alentejana e o seu rico e gostoso mel típico da região que, com a sua flora e temperaturas únicas conseguem dar o paladar singular ao mais doce que a natureza tem. Já para não falar nas gentes bonitas que tratam as abelhas como pessoas de família, todo o conjunto merece os mais sinceros parabéns e óptimas produções. Agradeço também à RTP pelo sensível interesse no sector, é que já estava farto de ouvir falar de pseudo futebol.
segunda-feira, julho 05, 2010
domingo, julho 04, 2010
Bear Grylls
Bear Grylls, famoso herói de televisão no Discovery Channel e no Odisseia, o dominador de ursos e serpentes, veados e lobos aquele que controla os felinos, jacarés, búfalos e dorme em qualquer lado, alimenta-se do quer que seja, adapta-se ás paisagens, e tem como nome do seu programa "Sobrevivência", não conseguiu evitar uma valente ferradela de uma abelha, depois de tirar um pouco de favo com mel de um enxame selvagem.
Secagem do pólen
Uma vez mais senti o agradável aroma do pólen quando perde a sua humidade.
A quantidade de grãos este ano foi relevante e satisfatória, o que é sinónimo de tarefas extra, aumento nos equipamentos e utensílios, e um maior contacto com as colmeias para a sua colecta.
fazendo umas contas de somar e subtrair, considero no final como uma aposta ganha.
Todo o conhecimento adquirido foi na base da experimentação, teve as suas quebras e algum prejuízo, muito por culpa de um fornecedor cujo sua principal preocupação foi sempre e só a venda da máquina de secar o pólen.
Agora todo o sistema está montado, requer só um ou outro ajuste, e quando e na altura certa meter em funcionamento a cadeia lógica que tem como última etapa a embalagem e acondicionamento do pólen já seco e pronto para o consumo.
Eu queria ter muito mais pólen, obrigaria com certeza a uma logística maior e mais alargada, e claro um número superior de colmeias, repartidas por diversos locais, obtendo assim uma pigmentação multicolor diversificada e como consequência melhor aceitação pelo consumidor final.
Pouco conhecido e divulgado, o pólen é um super alimento, é a mais completa fonte de nutrientes. Se todas as pessoas tomassem a dosagem de uma colher de pólen por dia (como é recomendado), não haveria suficiente pólen no mundo, pois o número incalculável de abelhas que seriam necessárias à sua colecta para a satisfação do mercado seria de algarismos astronómicos e incalculáveis, desta forma cabe aos mais cuidados e requintados consumidores, sentirem e desfrutarem das suas propriedades.
Parece uma escrita um pouco egoísta, mas é a simples realidade, e é com muita pena minha que assim o seja.
sábado, julho 03, 2010
Apíario Pérola
O primo Manel num dos seus terrenos chegou à conclusão de que alguns daqueles metros quadrados bem no centro e com alguns pinheiros centenários dispersos na zona dão abrigo ao seu novo apíario.
Já com algumas colmeias a estudar o local, nota-se que as abelhas voam satisfeitas, e vejo bem que o fazem em várias direcções, interpreto no seu voo saúde e bem estar, o primo Manel e o Mestre-Duarte partilham a mesma opinião, daí o nome de pérola dado ao local.
O primo Manel, aproveitou também uma antiga construção, que de futuro será o sitio fresco e seco para guardar as alças e as ceras, de momento serve só de refrigerador natural a meia dúzia de garrafões em que um deles tem de estar obrigatoriamente aberto (mas tapado com rolha), para quem não goste, pode sempre recorrer á nascente oriunda da serra, que mesmo de Verão não pára de deitar água.
O local é inóspito e de acesso irregular, aproveitando assim o acidentado terreno para desencorajar um ou outro idiota (pois nos tempos que correm todo o cuidado é pouco). Já dentro da propriedade e no interior das vedações conta-se com umas quantas surpresas (irreveláveis) para os mais corajosos (idiotas).
Em suma, e voltando ao cerne do post, gosto bem daquele local, adoro qualquer sitio em que as notas musicais audíveis, sejam unicamente as entoadas pela natureza.
A Margarida já segue com gosto as pisadas apícolas do pai.
Termino com a velha frase, primo Manel, venha de lá esse mel.
quarta-feira, junho 30, 2010
Ribaflor
Foi com grande satisfação que assisti a um seminário apícola, em que a Ribaflor teve a amabilidade de esclarecer o seu mais novo e ambicioso projecto.
Quer pela luta da denominação D.O.P da região, quer pelo acompanhamento no terreno e fora dele com os seus técnicos apícolas, quer pela união e uniformização dos seus associados e as práticas de manuseio apícola, entre outros.
Na sua política de expansão que dentro dos parâmetros da educação e de uma boa exposição do problema, leva a bom porto uma solução desburocrática e satisfatória a apicultores de todas as dimensões, é uma equipa que veste a abelha como camisola.
Para mim o seminário também ficou marcado por uma chuva incontinente de lágrimas e gargalhadas soltas, (juro que não foi culpa do maduro tinto do almoço), devido a uma ou outra situação mais caricata mas salutar, que ao mesmo tempo ajudaram a unir um pouco mais o grupo (e a quebrar aquele gelo miudinho).
A Sra. Eng. Sandra, ou "abelha rainha" como é tratada em tom condecorativo pelo presidente da Ribaflor, mostra em traços concisos, talhados a bisturi, a fórmula e metodologia adoptada, e como vai ser posta em prática, em suma, a Ribaflor está para a apicultura como a cereja está para o topo do bolo.
Entidades intervenientes e convidadas:
Dr. Girão Pereira
Dra. Maria Aurora Sousa
Eng. Calçada Duarte
Eng. Rúben Claro da Fonseca
Eng. Sandra Dinis
Eng. Helena Guedes
Eng. Magda Tavares
Sr. Domingos Alves
Fica o resumo do encontro, a qualidade de som está um pouco reduzida, pelo que há que subir o volume durante a sua reprodução. O vídeo completo na íntegra, em breve na Ribaflor.
quarta-feira, junho 16, 2010
Roubo de colmeias
É preocupante, é trágico é maléfico, não consigo encontrar uma palavra de conforto para quem tudo perdeu.
As colmeias não podem ter desaparecido assim sem deixar sombra.
Gostava de ver um desfecho satisfatório para com estes nossos colegas.
Um abraço de força.
terça-feira, junho 15, 2010
Voo em (S) das abelhas
Se o voo das abelhas tivesse uma categoria nas artes marciais, era sem dúvida o estilo serpente. Já por bastantes vezes tinha observado que não voavam em linha recta, mas sim em (S) quer na horizontal, quer na vertical, é um bailado autêntico, em que o conjunto confunde, e até chega a parecer uma sintonia com sincronismo em que o maestro é a natureza, a cadência e o ritmo são inconfundíveis de colmeia para colmeia.
Podemos ver isso neste pequeno filme, e ver sem medo, pois o som de fundo é das abelhas e não das vuvuzelas de um qualquer jogo do mundial.
O misto de cores da época, quer de perto, quer de longe, a temperatura quente que numa sombra é bastante confortável, o cheiro do campo misturado com o doce cheiro das colmeias, e o som, aquele zumbido frenético que acaba mesmo por se tornar viciante.
domingo, junho 13, 2010
Associações (algumas)
Ora bem, este tema cai como uma bomba, e espero que não me rebente na mão.
Associações de apicultores. Para além do significado da palavra, uma associação é um órgão que deve de (ajudar) o seu associado, não é só pagar as cotas e ter direito a um cartão. Uma associação DEVE prestar auxílio, bem como TIRAR dúvidas que surjam, e não encaminhar para outras entidades, sempre com a desculpa de que não se sabe. Quando vou a uma associação por uma emergência, por exemplo, para comprar uma bobine de arame para pôr nos quadros, não a quero pagar quase ao preço da prata, para isso vou a uma ourivesaria e em vez de arame ponho um belo a adornado fio de metal precioso. Quando vou comprar cera moldada para pôr nos quadros, é CERA para quadros, não é cera ao preço de um quadro de leilão.
E bem, já que pago as cotas, se eu quiser comprar um frasco de mel, porque raios o tenho de pagar a um preço muito superior? Para isso vou a uma loja gourmet. Mas se o quiser vender, nem tenho espaço para manobra, aquelas prateleiras parecem pertencer só a meia dúzia de "associados" (e será que o são?)
Acções de formação, há tempos que oiço falarem que vão dar uma. (Vão dar uma??) vão vão!!
Veterinário? Ajuda a dúvidas na legislação? Entre outros, são assuntos que não constam naquele cardápio.
Eu não ando para sustentar empresas (lojas de venda de mel) (com nome de associações) com as minhas cotas, as minhas colmeias dão OURO ao preço do MEL, não dão MEL ao preço do OURO.
Contudo nem todas as associações se medem por esta bitola, gostava que este fosse um caso isolado, mas temo em enganar-me. Se não tem pernas para andar que não ande.
Bons exemplos e associações a seguir, são aquelas que conseguem cativar, que nos ajudam, esclarecem, que nos formam, e algumas já o conseguiram fazer, bem como algumas empresas do sector que prestam auxilio a custo zero e notas-se bem que fazem gosto daquele momento.
Também posso estar a ter uma ideia errada, se for o caso que me elucidem.
sexta-feira, junho 11, 2010
É sempre bom lembrar
É sempre bom lembrar de termos o cuidado, e ter a certeza de que o fato de protecção está bem fechado, não vá acontecer o mesmo que me aconteceu a mim ontem de tarde. Quando dei conta, comecei a sentir umas cócegas no queixo e mais de uma dezena de abelhas a voar no interior da máscara mesmo em frente dos olhos e em redor das orelhas. Tentei manter a calma, mas a minha respiração atraía-as, até me afastar para uma distância de segurança e tentar tirar a máscara devagar e sem respirar, o óbvio aconteceu, podia ter sido pior, por minha sorte foi só uma valente ferradela.
quarta-feira, junho 09, 2010
Agressividade
Pensava eu que só o meu tutor apícola é que tinha enxames de abelhas bravas e agressivas, pois um dos últimos enxames que apanhei este ano, creio que o penúltimo. Enxame este é mesmo "marca cão", é de uma agressividade invulgar, é bicho irrequieto, não tolera presença nem movimento em redor da colmeia, somos logo agraciados por grupos de 30 a 40 abelhas de cada vez, e se não retirarmos, o ataque continua sem qualquer tipo de piedade. Por varias vezes tive de abandonar o local e interromper as lides, até por cima do fato de protecção a mascara e as luvas sinto as ferradelas no corpo, uma após outra, e a "festa" teima em continuar mesmo passando uns bons minutos, tenho então que abandonar o local para evitar tanta mortandade.
Aquilo é bicho que não conhece o fumo, muito menos o dono, e é nessa forma que as quero manter, hesito em "domestica-las", vou tentar minimizar o contacto com a colónia, mantendo-as imaculadamente selvagens (se for esse o caso).
Quero testar a sua resistência à varroa, e não lhes vou meter nenhum tipo de tratamento.
Pelas minhas contas, devo só mexer na colmeia mais duas vezes, uma para meter a ultima meia alça, e a outra para fazer a cresta (extracção do mel).
Devido ao seu comportamento pouco habitual, o meu irmão em tom de brincadeira sugeriu um teste ADN, podemos ter ali uma surpresa, mas... ainda vou pensar melhor.
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