quinta-feira, fevereiro 18, 2010

Chinelos Abelha

Sim, são meus, são os meus chinelos abelha, sei que também querias uns, ok, mas estes são meus.

quarta-feira, fevereiro 17, 2010

Tarde de quadros

Passei a maior parte da tarde a colocar os arames nos quadros de ninho, a verdade é que já estava aborrecido com tais movimentos repetitivos, mas assim já foi mais uma tarefa executada, o próximo passo é soldar as folhas de cera moldada.

sexta-feira, fevereiro 12, 2010

"Declínio..."

É óbvio que a existência de apicultores passa pela existência das abelhas.
Lamento e sofro pelos variados relatos, de que ser apicultor é nada mais que subtrair a matéria prima da colmeia.

(Apicultores) sobrecarregam os enxames com químicos, numa expectativa que sobrevivam mais um ou dois anos, e, aquando da sua falência é só juntar mais uma rainha nova já fecundada, depois julga-se tudo resolvido, retomando e alimentando o já podre sistema vicioso.

Já são colocados venenos suficientes na natureza, aos quais o bicho abelha está em contacto directo e permanente, insecto tão frágil e delicado, com a sua evolução tão lenta e limitada, não consegue acompanhar o ritmo a que a sujeitamos e ao não se conseguir desintoxicar, começa a padecer de todas as fraquezas, tem morte prematura e em agonia.

Somando as quebras naturais ás naturalmente induzidas o resultado está a vista, vai-se lendo, ouvindo e sentindo um pouco por todo o lado, trágicas são as noticias, o alerta está dado, mas é como sempre tudo banalmente ignorado.

Poderia entender, mas não entendo, o porquê de nas escolas, continuarem a ensinar a formula gradual e letal de como extinguir com as abelhas.

Leia-se em Jornal "Publico" edição de 01 de Fevereiro de 2010

segunda-feira, fevereiro 01, 2010

Primeira ferradela do ano

Após algumas visitas ao apíario, uma delas foi dedicada a ver os vestígios de Varroa, e brincar um pouco com as abelhas. Estava tudo a transpirar saúde, cheguei a observar um quadro completo de criação, até metia respeito ver aqueles opérculos todos bem perfilados e completos, uma autentica obra de arquitectura.

Fica a ilustração da primeira ferradela do ano, verdade é que já tinha algumas saudades.

quinta-feira, outubro 29, 2009

Visitas diferentes


A visita ao apiário Ferradela, desta vez foi feita com um casal amigo, Sr. Pereira e Dona Júlia.

Além de eu estar maravilhado a relatar o que sei de apicultura e o que sinto pelas abelhas, o seu sentimento era igual em ouvir e perceber todo o seu processo, desde a larva, a abelha, passando pela alimentação, o própolis, o pólen, o mel e muitos outros aspectos e temas que fomos descortinando.

Tentamos ver uma abelha rainha, mas sem sucesso, como sempre digo são tímidas. A Dona Júlia só queria brincar com o fumigador e dar valentes baforadas como os índios, o Sr. Pereira ia ouvindo e tentava juntar o que já sabia com o que eu lhe dizia.

Em resumo e no geral foi uma tarde bem passada,  que terminou com uma colheita de maças no pomar.



 

terça-feira, outubro 27, 2009

Traça, Praga maldita

Depois dos gelos, das neves, das chuvas, da loque, da varroa, dos incêndios, o Outono chegou, mas a sua vinda foi só parcial, a falta do frio da época acusa a proliferação da traça, um pouco por todo o lado se ouve e se lê relatos mais ou menos demolidores.

É um bicho tramado que em condições normais não causa transtorno nas colmeias, mas com climas anómalos a seu favor acaba por se tornar numa praga, alimenta-se da cera puxada, tece uma teia entre quadros, provoca mau estar nas colónias, e o resultado é o abandono das colmeias e a morte de umas quantas abelhas.
A nossa Apis melífera, sentindo pragas invasoras, resiste e luta a todo o custo (até à morte), é uma das suas condições de vida, faz parte do seu design.

Para haver abandono das colmeias deve e tem que ser algo superior, encaminho-me mais em crer na debilidade de enxames pequenos em que, na falta de quadros preenchidos dá espaço no interior da colmeia para as pragas se movimentarem livremente e por vezes sem serem detectadas.

Em resumo, lamento as perdas tendo agora que as recuperar.


terça-feira, outubro 06, 2009

Bebedouro


Bebedouro para as Abelhas, quase que diria que é igual ao que se usa com as aves, como por exemplo as galinhas, mas este é das abelhas, muito útil durante o Verão, principalmente nos dias secos, onde as reservas de água podem estar a centenas de metros. Ora bem, esta é a minha teoria: caso a água esteja longe e o dia for quente e seco, quando a abelha chegar à colmeia, além de fatigada só vai chegar com metade da carga, a não ser claro que essa água seja ingerida e depois regurgitada como o néctar, mas seja qual for a pratica utilizada, é sempre melhor ter o liquido por perto, eu também não gosto nada de fazer longas distancias só para ir tomar um café...
Outubro veio igual como todos os anos, chuva aqui chuva ali, agora é retirar o bebedouro e guarda-lo para o próximo Verão.

sexta-feira, agosto 21, 2009

Bahh...

Cada vez mais rara a minha postagem de conteúdos no blog, cada vez mais rara a utilização da Internet para pesquisar e partilhar assuntos sobre as abelhas, mas essas as minhas meninas, pouca culpa têm no cartório, trabalham o que podem. No apiário do pomar estou a preparar-me para a segunda cresta, mesmo assim, pouco mais de uma alça completa por colmeia é o que me espera, o que é ridículo, inaceitável, entre outras palavras mais escandalosas.

Na semana passada houve mais uma baixa no efectivo, numa colmeia já bastante velha (reaproveitada) um conjunto de borboletas expulsou o enxame, fazendo casulos e teceu uma espécie de seda no interior da colmeia, algumas abelhas estavam mortas, prisioneiras naquele emaranhado, mas a maioria conseguiu abandonar, era um enxame novo, daqueles de Maio, só espero que tenha conseguido sobreviver noutro sitio qualquer.

Outro assunto, além do ano ter sido péssimo, claramente péssimo, rogo aos "cravas" que parem de tentar sacar o tal frascosinho de mel, ditando palavras doces, palmadinhas nas costas e sorrisos rasgados.
Epah, quando não dá... não dá!

segunda-feira, agosto 03, 2009

Menos do mesmo

Cresta na Urze 2009:
Uma desgraça.
Este ano foi uma desgraça na produção de mel, sempre que abria uma colmeia e lhe retirava os quadros sentia um aperto no coração, pouco mais de duas alças completas de mel por colmeia era o balanço inicial, foi mesmo uma produção mínima, não tenho memória de um ano tão fraco.
O Mestre Duarte já me tinha dito que este ano a coisa ia ser bastante má, nunca pensei que pudesse vir a ter razão até eu ver e sentir tudo aquilo.
As constantes gargalhadas nas crestas anteriores foram agora substituídas por simples sorrisos (amarelos) sem mínima de piada.
A culpa, essa morre sempre solteira, o ano foi fraco na floração, o frio foi até bastante tarde, gelos que apareceram sem pedir licença, neves fora de época, e para rematar os malditos fogos que pintaram de negro grande parte da paisagem.
Por fim, e já na melaria a maior parte dos bidons permaneceram intocáveis, não havia mel para lhes deitar para dentro.
Nem me deu para tirar fotografias, nem gozar do momento, só queria acabar a cresta e sair dali.

Aparte de tudo, valeu pelo convívio, a coesa equipa de sempre, deu conta do recado, apesar de termos começado mais tarde, acabamos mais cedo, tivemos um principiante, Paulo, que nem uma ferradela levou (desilusão a minha) lol, por mim não provaria o mel, lol.





domingo, julho 26, 2009

Cerificadora solar

A pegar na ideia e no engenho que o Mestre Pífano tinha no seu Monte do Mel, recorri a alguns materiais e elaborei o meu cerificador.



Uma meia alça que já tinha encostada, (era para fazer um capta-pólen) um prato de um vaso roubado a uma planta da Natália, uma peneira de rede fina e um vidro de um forno velho com a espessura de 5mm.



Foi só esperar que o sol apertasse e fizesse o seu trabalho.



Como era de esperar as impurezas ficaram retidas na peneira e a cera derretida desceu liquidificada para o recipiente na parte de baixo.



E o belo resultado, cera de abelha limpa de impurezas.



Fiquei então com uma certificadora, não homologada, nem registada, toda feita com materiais reciclados e reutilizáveis.
Um conselho, não toquem com as mãos na cera derretida e liquida, o resultado é um berro a alto e bom som.