sábado, janeiro 17, 2009

Colecta de Pólen



O regresso à colmeia, com duas bolas de Pólen, uma de cada lado para manter o equilíbrio no voo, a criação precisa dele, chamar-lhe-ia em metáfora como o "leite materno".

Larvas







Musica para as abelhas

Sábado, por volta do meio dia, 16 graus, sol sorrateiro, no local uma festa da época e a musica fazia-se sentir, Tony Carreira rivalizava com o zumbido das minhas meninas.
Observei algum trabalho da rainha, vi algumas larvas a mexerem, bonitas e brancas, mais uns dias e já têm asas para voar.
Gostei do que vi, só fiquei sem saber se o Tony as acalma ou as excita.

Extractor de Própolis



Ou por aselhice minha ou outra coisa a experiência de colocar a rede extractora de própolis não correu como esperava.
O clima esta frio, a resina das árvores dura, poderá ter-se dado vários factores.
As ranhuras da rede extractora são bastante grandes, o que surgir a uma passagem num só sentido das abelhas impossibilitando-as de voltarem ao interior da colmeia, encontrei algumas mortas, entaladas de uma maneira que até deu dó, retirei a rede de imediato e ponderarei se voltarei a coloca-la de novo ou não.

quarta-feira, janeiro 07, 2009

domingo, janeiro 04, 2009

Vestígios de varroa

Hoje consegui tirar a Natália da cama, e convencê-la a ir comigo ao apiário numa manhã de nevoeiro cerrado, foi a única alternativa que encontrei para a vistoria, tem estado muito agreste e com bastante chuva, pelo sim pelo não decidi abrir as colmeias e ainda bem que o fiz, uma colmeia tinha já vestígios de varroa e vi três ninfas com as asas atrofiadas, meti logo o tratamento.
Aproveitei e transferi um núcleo para uma colmeia, a criação era pouca mas as reservas de mel estão bastante boas, azar o meu, não consegui vislumbrar nenhuma das rainhas.
O Sr. proprietário do terreno fascinado pelas abelhas aproveitou e tomou o pequeno almoço ao relento a ver-me trabalhar (tinha um brilho nos olhos).
Durante o trabalho tive de acender o fumigador e meter fumo na área, a Natália sem vestimenta de protecção e com a máquina fotográfica, volta e meia fugia para os arbustos.
Como sempre e em cada visita nasce-me uma alma nova, será terapêutico?



(Foto by Natália)

domingo, dezembro 21, 2008

Ajustes no Apiário



Domingo solarengo, meio da manhã, temperatura de 16 graus, as abelhas em pleno voo, contentes e felizes, parece que antevêem o Natal, o meu espanto foi vê-las carregadas de pólen, a variedade de flores é tanta que as leva à colheita, ainda pensei em colocar-lhes um Cata-Pólen, mas para já ainda não.
À minha chegada ao apiário o Sr. Proprietário do terreno estava de saída, demos duas de letra e rimo-nos um bocado, meteu-me logo à vontade e disponibilizou uns materiais que por sua vez deram muito jeito. Serrei duas paletes ao meio que ficaram a fazer de estrado para colocar as colmeias, com uma tesoura de podar desbastei um antigo roseiral que se me prendia a roupa constantemente.
As abelhas ficaram logo frenéticas e em posição de ataque quando sentiram movimentações nas colónias, trabalhei sempre com muito cuidado evitando uma ou outra possível ferradela.
Observei-as durante bastante tempo, não fosse a hora do almoço chegar, ficava lá simplesmente pasmado a vê-las trabalhar.

domingo, dezembro 14, 2008

Ponto de Viragem

No novo apiário a temperatura era de 6 graus de diferença, o sol ainda espreitava, mal ajeitei as colmeias e as abri saiu logo uma lufada de abelhas em reconhecimento ao local e quem sabe para o desenjoo da viagem, estão carregadas de mel e bastante saudáveis, o novo local é bom, em breve mudarei o núcleo para uma colmeia. Agora vamos ver qual a sua adaptação e aceitação do novo local.

Aventura na neve

Todo o horizonte estava branco de neve, o céu com nevoeiro, as colmeias cobertas e eu que ia buscar uma colmeia e um núcleo para os transportar para o novo apiário a título de experiência , decidi ir buscá-las logo de manhã quando parou de nevar.
Para não molhar os pés meti-os dentro de uns sacos plásticos, maldita experiência a cada dois passos a subir com a colmeia ao colo escorregava e ia ao chão, decidi então ir buscar o carro para mais perto do apiário, descer foi fácil, subir é que foi complicado, derrapava por tudo quanto era lado, sem tracção às 4 e sem correntes a subida era impossível, rendi-me após umas dezenas de tentativas e fui buscar o Mestre-Duarte com o tractor para me poder rebocar, quando cheguei a casa com os pés alagados e frios a risota foi geral, só a Ti-Cecília é que me defendia de resto toda gente se ria da minha aventura o Mestre-Duarte já tinha lágrimas nos olhos de tanto se rir, o Pedro era só gargalhadas, a Marta riso após riso, a Natália além de se rir metia no meio uma coisa parecida com ralhar.
Almoçamos uma bela entremeada, um tintol na mesa, ao fim um café na máquina nova do Mestre. Fomos com o tractor até ao apiário e rebocamo-lo à primeira tentativa, com as colmeias já no interior do carro as abelhas sentirão logo a diferença de temperatura e começou logo a surgir o belo do Zumbido, já só fica a faltar 180km devido ao Marão estar com as estradas cortadas, mas correu tudo em perfeitas condições.


sexta-feira, dezembro 05, 2008

Colmeias com neve


(foto by Marta)

Dois palmos de neve foram suficientes para alcatifar de branco a paisagem e alterar a tempérie, porém as abelhas têm uma estranha resistência ao frio ajudadas pelas colmeias, isoladas por quatro paredes de madeira com uma camada de tinta e com o telhado em chapa inox. No seu interior, elas, encontram uma temperatura agradavelmente positiva. Ainda têm bastantes reservas de mel, o que lhes proporciona uma boa alimentação, é formidável assistir à sua sobrevivência ao frio.